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Dirigentes chavistas ironizam renúncia de presidente do Peru

Presidente da Assembleia Constituinte disse que Pedro Pablo Kuczynski será jogado no lixão da história

Dirigentes chavistas ironizam renúncia de presidente do Peru
Notícias ao Minuto Brasil

11:30 - 22/03/18 por Folhapress

Mundo PPK

Os aliados do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, ironizaram nesta quarta-feira (21) a renúncia do presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, que se tornou um dos principais desafetos regionais do regime chavista.

Nos 19 meses de governo, PPK colocou a crise venezuelana como prioridade da política externa. Recebeu os líderes da oposição venezuelana desde o início do mandato e facilitou vistos para quem fugia da crise no país caribenho.

Também foi o anfitrião da reunião de países com governos críticos a Caracas que deu origem ao Grupo de Lima, que não reconhece a Assembleia Constituinte, e vetou a participação de Maduro na Cúpula das Américas, em abril.

O encontro foi o mote da piada do número dois do chavismo, Diosdado Cabello. Ele começou seu programa no TV estatal com uma banda de merengue com uma música chamada "Yo no me iré" (Não vou embora, em espanhol).

"Há outras pessoas que queríamos que nós fôssemos embora e agora não podem mais cantar essa música", afirmou entre risos Cabello, dizendo esperar "o despertar dos povos da América Latina" para as saídas de outros rivais.

"Assim vão cair Santos [Juan Manuel, presidente da Colômbia], Macri [Mauricio, presidente da Argentina] e [Michel] Temer."

Outra integrante da cúpula chavista, a presidente da Assembleia Constituinte, Delcy Rodríguez, disse que Kuczynski, a quem chamou de nefasto personagem, será jogado no lixão da história.

"Começa a recomposição moral da América Latina com a renúncia do fiel representante ianque e aliado submisso de Donald Trump", disse Rodríguez, que era chanceler durante a crise diplomática entre Lima e Caracas em 2017.

Em visita à Casa Branca, em fevereiro do ano passado, o peruano disse que ao presidente americano que os EUA não precisavam se preocupar muito com a América Latina, exceção feita à Venezuela.

"[Os EUA] não investem muito tempo na América Latina porque é como um cachorro simpático que está dormindo no tapetinho e não causa nenhum problema [...] mas o caso da Venezuela é um grande problema."

Dias depois, a então chanceler venezuelana respondeu: "O único cachorro simpático que existe é ele, que vive abanando o rabo para seus donos imperiais e pedindo a intervenção da Venezuela."

Em agosto, logo após a instalação da Casa presidida por Rodríguez, Maduro expulsou o encarregado de negócios peruano em Caracas. Dias depois, Kuczynski retaliou determinando a saída do embaixador venezuelano.

Enquanto isso, a estatal Agência Venezuelana de Notícias colocava em destaque os escândalos do peruano e o site do canal regional Telesur publicava os 'memes' sobre Kuczynski, sendo o primeiro uma referência às críticas feitas a Maduro.

ESCÂNDALOS

Maduro não se pronunciou nesta quarta (21). Porém, o ditador, assim como o desafeto peruano, é citado por executivos da construtora brasileira Odebrecht, como tendo recebido US$ 35 milhões em doação de campanha.

No acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA, a Venezuela aparece como o segundo país em que a empreiteira mais pagou propina a políticos: US$ 98 milhões, só superada pelo valor desembolsado no Brasil.

Diferentemente do Peru, onde quatro ex-presidentes são processados pela Justiça ou citados pelos delatores, na Venezuela os processos do caso Odebrecht não avançaram desde que a ex-procuradora-geral Luisa Ortega Díaz foi destituída pela Constituinte em agosto. Com informações da Folhapress.

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