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Imigrantes barrados em Portugal crescem 37%; brasileiros são maioria

Recusas de entrada superaram as duas mil ocorrências em 2017, sendo cerca de 60% dos passageiros provenientes do Brasil

Imigrantes barrados em Portugal crescem 37%; brasileiros são maioria
Notícias ao Minuto Brasil

05:34 - 30/03/18 por Notícias Ao Minuto

Mundo Imigrantes ilegais

O Sistema de Segurança Interna de Portugal divulgou nesta quinta-feira (29) um relatório que indica um aumento de 37% do número de imigrantes ilegais impedidos de entrar no país. O percentual revelado pelo Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) 2017 teve como parâmetro ao ano interior. De acordo com o jornal português Público, o documento também alerta para o aumento de fraude nos documentos na fronteira aérea, sobretudo com imigrantes vindos do Senegal, Marrocos e Angola.

O aumento no registro de casos problemáticos entre as fronteiras seguiria uma tendência a nível europeu, segundo o relatório. Apenas em Portugal, os impedimentos de entrada superaram as duas mil ocorrências, sendo 60% dos passageiros provenientes do Brasil, vindos em voos diretos. Em segundo lugar estariam os imigrantes da Angola (7%), que juntamente com os de Senegal e Marrocos lideram os caos de fraude documental na fronteira aérea.

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"A fraude documental representa um risco acrescido para a segurança dos Estados, designadamente ao nível do expediente para contornar as regras relativas à imigração, da deslocação de eventuais terroristas e de outras práticas criminosas, como o tráfico de seres humanos", afirma o relatório reproduzido pelo periódico.

Casamentos de conveniência

Outro dado revelado pelo Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) diz respeito ao crescimento da celebração de casamentos por conveniência ao longo do ano passado. A fraude tem sido recorente pelo fato da legislação de imigração portuguesa conceder a nacionalidade ao requerente após comprovação de três anos de união.

"Os números relacionados com esta realidade têm vindo a aumentar, fazendo crescer a preocupação de possível atribuição da nacionalidade portuguesa a nacionais de países considerados de risco", complementa o relatório.

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