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Colombianos vão às urnas neste domingo para eleger presidente

Eleitores estão divididos entre os que acreditam que o acordo precisa mudar porque é muito generoso com as FARC, e aqueles que o defendem pela paz que garante

Colombianos vão às urnas neste domingo para eleger presidente
Notícias ao Minuto Brasil

05:35 - 27/05/18 por Lusa

Mundo Eleições

Neste domingo (27, cerca de 49 milhões de colombianos estão inscritos para votar nas eleições presidenciais, num ambiente de bipolarização entre a direita, com o candidato Iván Duque, e a esquerda, do ex-guerrilheiro e ex-autarca de Bogotá Gustavo Petro.

Nesta eleição, vai pesar fortemente o acordo de paz assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), grupo guerrilheiro de esquerda ativo a cerca de 50 anos no país, e cujo futuro dependerá em grande parte do novo chefe de Estado.

O acordo, que atravessa uma crise, é um compromisso do Estado colombiano, mas a sua execução dependerá, em parte, da vontade do próximo Presidente de levar adiante o pacto que levou cerca de 7.000 guerrilheiros a abandonarem as armas.

Os colombianos estão divididos entre aqueles que acreditam que o acordo precisa mudar porque é muito generoso com as FARC, agora convertida em partido político, e aqueles que o defendem pela paz que garante.

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A dúvida sobre o futuro da paz é real para a coligação de direita liderada por Iván Duque, candidato do Centro Democrático e que lidera todas as sondagens de intenção de voto.

Duque tem o apoio dos ex-Presidentes Álvaro Uribe (2002-2010) e Andrés Pastrana (1998-2002), principais opositores ao acordo com as FARC e que já mostraram a sua força no plebiscito de 02 de outubro de 2016, em que lideraram o triunfo do "não" ao pacto com a ex-guerrilha.

O acordo com as FARC só foi aprovado, posteriormente com reformulações, pelo Congresso colombiano em dezembro de 2016.

O concorrente mais forte de Iván é Gustavo Petro, do movimento Colômbia Humana e ex-autarca de Bogotá. Com informações da Lusa.

Petro, ex-membro do movimento guerrilheiro 19 de abril (M-19) foi desmobilizado graças a um acordo em 1991, afirmou que a paz é mais do que desarmar as FARC.

Gustavo Petro ocupa o segundo lugar em todas as pesquisas com um intervalo variável de apoio.

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