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Discurso de nova torre do World Trade Center ignora segurança

Em vez de resistência, a palavra escolhida foi resiliência, ou seja, a capacidade de recuperar das dificuldades

Discurso de nova torre do World Trade Center ignora segurança
Notícias ao Minuto Brasil

20:39 - 11/06/18 por Folhapress

Mundo 2º plano

O núcleo do prédio foi reforçado com concreto, as colunas ganharam barras e vigas de aço, replicando a estrutura das outras duas torres que já estão de pé. Tudo isso está explicado no folheto distribuído aos convidados na inauguração, nesta segunda-feira (11), da terceira torre do complexo World Trade Center, o quinto prédio mais alto de Nova York.

Nenhuma palavra sobre a estrutura reforçada, porém, foi dita pelas nove autoridades que discursaram - entre elas o presidente da Silverstein Properties, Larry Silverstein, responsável pela construção, e congressistas locais, como Carolyn Maloney.

Em vez de resistência, a palavra escolhida foi resiliência, ou seja, a capacidade de recuperar das dificuldades. Aplicada tanto à população nova-iorquina quanto aos empresários que decidiram apostar nessa parte da cidade, apesar de toda carga emocional negativa dos ataques do 11 de Setembro, em 2011.

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No panfleto, uma frase se limita a explicar que os sistemas de segurança superaram as exigências contidas no código de construção de Nova York e os requerimentos da autoridade portuária.

Quase 17 anos atrás, a estrutura das torres Norte e Sul não suportou as elevadas temperaturas após o choque e explosão de dois aviões comandados por terroristas da Al Qaeda. Com 329 metros de altura e 80 andares, a torre, que custou US$ 2,7 bilhões (R$ 10 bilhões pela cotação atual), a nova torre está localizada na área onde desabaram as Torres Gêmeas .A semelhança com o passado termina aí.

Segundo Carlos Valverde, vice-presidente da Silverstein Properties, os prédios atuais não têm essa fragilidade. "O edifício foi construído com sistemas de tecnologia muito avançados que permitem que não vá acontecer um ataque dessa maneira", afirmou Valverde à reportagem. "Aprendemos muito sobre a estrutura do edifício, sobre os tipos de ares-condicionados, ventiladores de emergência que temos. Temos um sistema de segurança muito forte, estamos contentes com os resultados."

A Silverstein é dona de quatro torres do complexo. A segunda, no entanto, ainda não tem previsão de construção, à espera de uma empresa que tenha nome forte o suficiente para atrair outras companhias para o espaço. A terceira torre enfrentou o mesmo contratempo. A construção deveria ter começado em 2010. A falta dessa grande empresa, porém, adiou o início para 2014.

O grande nome da torre 3, no caso, é o GroupM, de publicidade. Ele está por trás de empresas como Mindshare, Mediacom e Kantar. O grupo, que se muda agora em julho, vai ocupar 65 mil metros quadrados em nove andares da torre. Até agora, 38% do prédio foi alugado. A consultoria McKinsey também estará no espaço.

A mudança está prevista para 2019. O local também terá exposições de artistas, restaurantes e lojas.O principal prédio do complexo, o One World Trade Center, não pertence à Silverstein. Inaugurado em 2014, é o edifício mais alto do hemisfério Ocidental, com 541 metros e 104 andares. O Empire State, terceiro maior, tem 381 metros e 103 andares. Com informações da Folhapress.

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