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'Nunca vou concordar em dividir nosso país', diz Theresa May

Qualquer proposta nesse sentido, afirmou ela, seria um acordo ruim

'Nunca vou concordar em dividir nosso país', diz Theresa May
Notícias ao Minuto Brasil

12:55 - 21/09/18 por Folhapress

Mundo brexit

Em uma tentativa de mostrar resiliência depois de uma malsucedida cúpula com a União Europeia sobre a relação com o bloco pós-'brexit', a primeira-ministra britânica, Theresa May, disse nesta sexta (21) que não aceitará nenhum cenário que divida o Reino Unido em dois ou que afronte o referendo em que a maioria optou pela separação em relação à UE.

Qualquer proposta nesse sentido, afirmou ela, seria um acordo ruim, uma hipótese pior do que não haver acerto algum (o "no deal"), na avaliação da chefe de governo -que a imprensa inglesa julgou ter sido humilhada no encontro de líderes em Salzburgo (Áustria).

Ela se referia à sugestão europeia de manter a Irlanda da Norte (parte do Reino Unido) sob a jurisdição comercial do bloco, ao menos provisoriamente, para evitar a realização de controles de mercadorias na fronteira com a República da Irlanda (que integra a UE), no sul da ilha.

A questão é delicada porque décadas de conflito armado no Norte entre unionistas (que desejam ficar no Reino Unido) e nacionalistas (que preconizam a junção com a república ao sul) só foram encerradas há 20 anos, em 1998. As duas Irlandas hoje compartilham legislações e instituições em várias áreas.

May afirmou que o primeiro de dois caminhos apresentados pela EU para a parceria econômica depois do "divórcio" (em 29 de março de 2019) passa pela obediência a todas as regras europeias e pela proibição de fechar acordos comerciais com outros países (o que, para ela, seria "fazer troça do resultado do referendo, o maior exercício democrático da história do Reino Unido").

A segunda via envolveria um acordo simples de livre-comércio com a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e País de Gales), enquanto a Irlanda do Norte permaneceria na união alfandegária do continente ("o que é ainda pior; o Parlamento já rejeitou essa ideia").

A primeira-ministra disse que o Reino Unido agora trabalha num plano alternativo ao proposto à UE, que previa uma união aduaneira para produtos agrícolas e bens manufaturados, mas não para serviços, o que levou líderes europeus a sugerir que ela estava fazendo um recorte a seu bel-prazer.

"Nenhum lado deveria pedir do outro o inaceitável. Tratei sempre a União Europeia com respeito, e assim espero ser tratada. Não se pode simplesmente rejeitar propostas sem oferecer uma explicação decente para isso e apresentar uma contraproposta", observou. Com informações da Folhapress.

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