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França tem 2º dia de protestos contra alta do combustível

Desde ontem (17) mais de 400 pessoas ficaram feridas nos atos

França tem 2º dia de protestos contra alta do combustível
Notícias ao Minuto Brasil

12:26 - 18/11/18 por Ansa

Mundo manifestação

A manifestação realizada pelos "coletes amarelos" contra o aumento do preço dos combustíveis iniciada ontem(17) foi retomada neste domingo (18) com bloqueios e barreiras na Normandia e em outras regiões da França.

O ato foi batizado como protesto dos "coletes amarelos" (gilets jaunes, em francês) porque o grupo usa coletes refletivos amarelos, peça obrigatória nos carros franceses. Neste sábado, pelo menos 288 mil pessoas foram às ruas das cidades franceses. Segundo as autoridades locais, os protestos deixaram uma vítima fatal, morta após ser atropelada, 409 feridos, sendo 14 em estado grave, e 73 militantes detidos.

Em Paris, os manifestantes que chegaram próximo ao Palácio do Eliseu foram confrontados pela polícia com gás lacrimogêneo. Com isso, os militantes voltaram para a Place de la Concorde, onde havia diversos black blocs. Segundo o ministro do Interior, Christophe Castaner, a madrugada foi "agitada" e atos foram registrados em 87 locais no interior do país. Mais de 25 policiais ficaram feridos durante as intervenções.

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Os atos ocorrem após o governo elevar cerca de 23% o preço do diesel nos últimos 12 meses, o que resultou no valor mais alto desde o início de 2000. Popularidade - Neste mês, o presidente da França, Emmanuel Macron, perdeu mais 4 pontos em pesquisas de popularidade. De acordo com os dados do instituto Ifop, publicado pelo "Journal du Dimanche", apenas um em cada quatro franceses aprecia o trabalho do mandatário.

O estudo ainda revelou que Macron tem apenas 25% de popularidade na presidência ao longo de 18 meses. O primeiro-ministro, Edouard Philippe, também caiu 7 pontos, alcançando 34%. Os entrevistados que dizem estar "muito satisfeitos" com o governo Macron são apenas 4%, os "bastante satisfeitos", 21%. Já 34% estão "bastante infelizes", 39% "muito insatisfeitos". (ANSA)

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