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Governo francês promete congelar aumento do combustível até fim de 2019

Na véspera, o primeiro-ministro, Edouard Philippe, havia anunciado a suspensão do aumento do imposto por seis meses, ou seja, até junho do ano que vem

Governo francês promete congelar aumento do combustível até fim de 2019
Notícias ao Minuto Brasil

07:39 - 06/12/18 por Folhapress

Mundo após protestos

O governo da França cedeu mais uma vez e, na noite desta quarta-feira (5), anunciou ter estendido por todo o ano de 2019 a promessa de não reajustar a taxa sobre combustíveis que está na raiz de uma onda de protestos com adesão maciça da população nas últimas semanas.

Na véspera, o primeiro-ministro, Edouard Philippe, havia anunciado a suspensão do aumento do imposto por seis meses, ou seja, até junho do ano que vem.

Não foi suficiente para apaziguar o movimento dos "coletes amarelos" (nome que alude ao acessório usado pelos manifestantes e que a lei obriga todo motorista francês a ter no carro).

Alguns representantes do grupo, que não possui líderes incontestes e se constituiu longe do guarda-chuva de sindicatos e partidos, haviam chamado a moratória de um semestre de migalha e passos de formiga -queixas ecoadas, não sem oportunismo, pelos chefes de fileira da oposição, que defendiam a revogação definitiva da alta da tarifa.

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O governo ainda tentará "salvar" a medida durante negociações com administradores locais, associações e os próprios "coletes amarelos" nos próximos meses. O plano inicial era que o novo valor da taxa ajudasse a financiar a transição energética do país para fontes mais limpas.  

O recuo de terça marcou a primeira vez que a gestão Emmanuel Macron, iniciada em maio de 2017, curvou-se a protestos e mobilizações populares. Antes, o presidente conseguira aprovar mudanças na legislação trabalhista e no sistema de transporte ferroviário fazendo ouvidos moucos a opositores das medidas. Agora, a paciência dos franceses com aquele que muitos consideram um chefe de Estado arrogante e elitista parece ter chegado ao fim.

O pacote anunciado na terça por Philippe inclui também o congelamento temporário das tarifas de luz e gás e o abandono provisório do novo formato das vistorias veiculares (que ficariam mais severas).

Nada foi divulgado, entretanto, para contemplar outros itens-chave da cada vez mais extensa lista de reivindicações dos "coletes amarelos", como os pedidos de aumento do salário mínimo (hoje fixado em 1.500 euros) e de revisão da tributação de aposentadorias.

Na quarta, em reunião com seu gabinete, Macron repetiu que não vai reconsiderar a decisão de extinguir o imposto sobre fortunas, uma de suas primeiras como presidente e que a imprensa local vem chamando por estes dias de "pecado original" do mandatário.

Se as cenas de vandalismo e caos vistas no último sábado (1º) no entorno do Arco do Triunfo (e no interior do próprio monumento) se repetirem na quarta jornada de atos, convocada para o próximo fim de semana, ele talvez se veja sem outra opção. Com informações da Folhapress.

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