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Do lado venezuelano, brasileira teme desabastecimento por fechamento

Por enquanto, não faltam itens básicos na cidade, apesar de alguns pontos comerciais estarem fechados

Do lado venezuelano, brasileira teme desabastecimento por fechamento
Notícias ao Minuto Brasil

08:46 - 23/02/19 por Folhapress

Mundo Fronteira

DANIEL CARVALHO - BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Abastecidos pelo comércio de Pacaraima, em Roraima, moradores de Santa Elena de Uairén, capital do município venezuelano de Gran Sabana, vivem a expectativa da reabertura da fronteira com o Brasil para não sofrerem com o desabastecimento que já atinge outras localidades na Venezuela.

A conexão entre os dois países foi fechada na noite de quinta-feira (21) por ordem do ditador Nicolás Maduro. Por enquanto, não faltam itens básicos na cidade, apesar de alguns pontos comerciais estarem fechados. A população, porém, não se sabe por quanto tempo vão durar os estoques.

"Santa Elena está abastecida por causa da proximidade que temos com Pacaraima. A gente adquire os produtos lá. Esperamos que isso seja resolvido o mais rápido possível. Uma semana fechada a fronteira, a gente não sabe o que pode acontecer", disse a advogada e radialista brasileira Fátima Araújo, 49, que vive há 33 anos em Santa Elena.

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Com dificuldade de estabelecer comunicação, Fátima conversou com a reportagem no início da noite usando internet do Brasil. Ela disse que o clima é de "muita tensão" e relatou conflitos entre indígenas na comunidade de San Francisco de Yuruani, a 60 km de Santa Elena.

"Os indígenas não queriam permitir que eles passassem, então, os militares usaram a força. Ficou como resultado uma pessoa falecida e sete pessoas feridas", disse a brasileira.

Ao saber do confronto, Fátima foi ao hospital Rosario Vera Zurita, onde fez um vídeo em que aparecem três homens feridos, um deles já com uma das pernas enfaixadas e outros dois recebendo cuidados médicos.

A advogada e radialista relatou também um outro confronto, desta vez no aeroporto da cidade.

"Houve enfrentamento também no aeroporto, que é administrado pela comunidade indígena, porque a guarda venezuelana ficou na frente do local", disse Fátima.

Segundo a brasileira, a expectativa é que um carregamento de produtos médicos chegue à fronteira no início da manhã deste sábado (23). No entanto, com a fronteira fechada, o material não deve conseguir alcançar o lado venezuelano.

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