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Chilenos pedem que Bolsonaro seja declarado persona non grata

Opositores e movimentos sociais farão protesto contra brasileiro

Chilenos pedem que Bolsonaro seja declarado persona non grata

Representantes das legendas da coalizão de esquerda Frente Ampla e um grupo de parlamentares de oposição entregaram nesta sexta-feira (22) ao presidente do Chile, Sebastian Piñera, uma carta na qual pedem para que o mandatário brasileiro, Jair Bolsonaro, seja declarado "persona non grata". No documento, o grupo questiona a posição do governo sobre a visita de Bolsonaro, considerado um presidente que "incita o ódio" com medidas que afetam diretamente milhares de mulheres, idosos, comunidades indígenas e LGBT.

Segundo o texto, o presidente do Brasil apoia tortura através de seu discurso de ódio, violência e discriminação. Além disso, está tentando "recuar em décadas os ganhos sociais".

"Perguntamos ao governo: Vocês concordam com a posição de Bolsonaro sobre tortura, sobre mulheres, sobre migrantes, sobre mudança climática, sobre a comunidade LGBT?", dizem os opositores na carta.

Para a deputada e presidente da Revolução Democrática, Catalina Pérez, a visita de Bolsonaro ao Chile marca uma negação do governo no que diz respeito às mudanças climáticas, no exercício da violência como uma forma de resolução contra a comunidade LGBT, contra as mulheres, e no marco da depredação da Amazônia.

"Esperamos que haja maior clareza sobre como o governo enfrentará a cooperação, o multilateralismo e o desenvolvimento latino-americano", acrescentou. Já a política Stephania Peñaloza também acrescentou que "Bolsonaro é uma pessoa que incita o ódio e está ligado à milícia e envolvido com a morte de Marielle Franco".

A carta destinada a Piñera faz parte de uma iniciativa para protestar contra a visita oficial do presidente brasileiro a Santiago. A manifestação contra Bolsonaro, organizada pela ala jovem do Partido Comunista do Chile, acontecerá às 18h30 desta sexta no Paseo Bulnes, rua entorno do Palácio de La Moneda, sede do governo. Hoje cedo, movimentos sociais de esquerda pregaram cartazes em universidades da capital chilena com um imagem mesclando a face do ditador nazista Adolf Hitler e de Bolsonaro, com a frase "Combate ao fascismo". A expectativa é de que amanhã (23) outro protesto seja realizado contra o líder brasileiro, a partir das 13h, no mesmo local. (ANSA)

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