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Ministro das Relações Exteriores diz que Guaidó 'é assunto da Justiça'

"O único que fala de guerra é os Estados Unidos, mas nós não queremos guerra. A nossa cooperação militar com outros países é para nos prepararmos e nos defendermos", declarou

Ministro das Relações Exteriores diz que Guaidó 'é assunto da Justiça'
Notícias ao Minuto Brasil

21:54 - 03/04/19 por Lusa

Mundo Venezuela

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, disse nesta quarta-feira (03) que a situação do líder da oposição, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país, é "um assunto da Justiça", após lhe ter sido retirada a imunidade parlamentar.

"É um assunto da Justiça venezuelana e não do poder executivo", afirmou Jorge Arreaza em declarações à Efe em Beirute, em um encontro de apoio ao seu país, realizado na hotel da capital libanesa.

A Assembleia Nacional Constituinte (ANC), composta apenas por chavistas, aprovou na segunda-feira (01) o fim da imunidade de Guaidó, depois de o terem acusado de atos terroristas e crimes contra a humanidade, o que abre as portas para o seu julgamento.

Arreaza adiantou à agência de notícias espanhola que o Governo da Venezuela não quer uma guerra, referindo que a cooperação militar com outros países, como a Rússia, é para defesa.

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"O único que fala de guerra é os Estados Unidos, mas nós não queremos guerra. A nossa cooperação militar com outros países é para nos prepararmos e nos defendermos", declarou.

Durante a sua intervenção perante uma centena de representantes de partidos de esquerda libaneses, palestinos e da região, assim como de uma filha de Che Guevara, o ministro reafirmou que o seu país se defenderá de uma qualquer agressão.

"Não queremos uma guerra para a Venezuela, mas se for sua vontade, o presidente Maduro resistirá com as armas e munições a qualquer invasão", assegurou.

Arreaza referiu que "o golpe de Estado estava preparado para fim de janeiro, mas não passou, nem vai passar".

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"O golpe de Estado preparado pelos Estados Unidos contra Nicolás Maduro fracassou, apesar do dinheiro que ofereceram aos militares para que derrubassem o seu presidente e traíssem a sua Constituição", adiantou.

O ministro venezuelano classificou Guaidó de "farsante e fantoche", recordando que até há pouco "ninguém o conhecia".

"Estão pressionando todos os países do mundo para que reconheçam o senhor farsante Guaidó e nos ameaçam com a retirada do seu apoio e ajuda", acrescentou.

"Dos 193 países que integram as Nações Unidas, 53 fizeram ameaças e pressão. Não podem com a Venezuela e não podem com Nicolás Maduro", comentou, garantindo que se declararem uma guerra contra o seu país, a guerra da independência da América Latina de Espanha "não será nada em comparação com o que sucederá agora".

Arreaza está no Líbano no âmbito de uma viagem pelo Oriente Médio que também o levou à Turquia e que continuará com uma passagem pela Síria, um aliado da Rússia e do chefe de Estado venezuelano. Com informações da Lusa. 

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