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No auge da pandemia de Covid, Bolsonaro diz que Brasil vem dando exemplo

O país acumula cerca de 12 milhões de casos de Covid e aproximadamente 295 mil mortes pela doença, sendo 1.259 nas 24 horas fechadas na noite de domingo (21)

No auge da pandemia de Covid, Bolsonaro diz que Brasil vem dando exemplo
Notícias ao Minuto Brasil

12:33 - 22/03/21 por Folhapress

Política Governo Bolsonaro

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Apesar dos recordes diários de mortes por Covid-19 e da escassez de leitos, medicamentos para intubação e vacinas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (22) que o Brasil está "dando certo", é um "exemplo" e que está na "vanguarda".

O país acumula cerca de 12 milhões de casos de Covid e aproximadamente 295 mil mortes pela doença, sendo 1.259 nas 24 horas fechadas na noite de domingo (21). É o segundo país com mais mortes, em números absolutos, atrás dos EUA.

"Estamos dando certo, apesar de um problema gravíssimo que enfrentamos desde o ano passado", disse Bolsonaro em uma cerimônia com políticos e empresários amontoados no Palácio do Planalto.

Diferentemente do que era rotina na sede do Executivo, dessa vez todos usavam máscaras. Dos seis oradores do evento, metade retirou a proteção para falar na tribuna, inclusive Bolsonaro.

"O Brasil vem dando exemplo. Somos um dos poucos países que está na vanguarda na busca de soluções", afirmou o presidente em seu discurso.

Com sua popularidade em queda, Bolsonaro vem tentando dar sinais de que mudou em algumas frentes. Suspendeu seu discurso antivacina e tem aparecido de máscara em alguns momentos. No domingo, ao falar com pessoas que se aglomeravam em frente ao Palácio da Alvorada para celebrar o aniversário do presidente, ele chegou de máscara, mas a removeu para discursar.

No fim de semana, a pressão sobre Bolsonaro aumentou diante das notícias de que hospitais e associações médicas alertaram o governo para a queda no estoque de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs, que pode durar apenas mais 15 dias no Brasil.

No domingo (21), a Folha mostrou que diplomatas brasileiros em embaixadas e consulados no exterior receberam mensagem do Itamaraty pedindo para que tentem obter fornecimento, "com máxima urgência", de uma série de medicamentos do kit intubação.

Nesta segunda, o governo informou que vai reunir representantes da indústria para pedir ajuda durante o pior momento da pandemia de Covid-19 no Brasil.

Bolsonaro tem sido cobrado em diversas frentes ações efetivas para o combate da pandemia. Mais de 500 economistas, banqueiros e empresários do país assinaram e divulgaram no domingo uma carta aberta em que pedem medidas mais eficazes para o combate à pandemia do novo coronavírus. Em um texto com vários dados, o grupo chama a atenção para o atual momento crítico da pandemia e de seus riscos para o país, e também detalha medidas que podem contribuir para aliviar o que consideram um grave cenário.

Na quarta-feira (24), Bolsonaro pretende reunir-se com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), como um primeiro passo para a criação de um comitê de enfrentamento à Covid-19, reunindo representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário.

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