'Se formos parar a cada denúncia, fica difícil', diz Temer

'O envolvimento dos nomes se deu, convenhamos, por enquanto, por uma simples afirmação. Se um dia se consolidarem, o governo verá o que fazer', completou o presidente

© Beto Barata / PR
Política Japão 11:16 - 18/10/16 POR Folhapress

"Se a cada momento que alguém mencionar o nome de alguém isso passar a dificultar o governo, fica difícil", afirmou o presidente Michel Temer ao dizer que o envolvimento de nomes de auxiliares em suspeita de corrupção não deve prejudicar a tramitação das reformas do governo no Legislativo.

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Segundo a revista "Veja", Claudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, citou em negociação para delação que os ministros Moreira Franco (Secretaria do Programa de Privatização de Infraestrutura), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) teriam recebido propina.

"O envolvimento dos nomes se deu, convenhamos, por enquanto, por uma simples afirmação. Se um dia se consolidarem, o governo verá o que fazer", afirmou Temer, em entrevista no final da noite desta terça (18) -horário do Japão.

Pela manhã, Moreira Franco já tinha reafirmado o conteúdo de nota divulgada por sua assessoria, que descreve a suspeita como "mentira afrontosa".

Temer voltou a repetir na entrevista os termos que têm marcado seus pronunciamentos: reconstrução do país, diálogo com o Congresso, controle das contas públicas e crescimento econômico.

O presidente disse que manterá com o Congresso um diálogo que classificou como "frutífero, porque já conseguimos aprovar muita coisa ao longo desses meses, inclusive uma mais complicada como a PEC do Teto. Pelo diálogo há uma grande interação do Executivo com o Legislativo".

Os mesmos motes haviam sido usados no discurso a empresários e investidores japoneses feito de manhã pelo ministro Moreira Franco.

Temer declarou ainda que o controle das contas públicas é prioridade, mas que, ainda assim, o controle da dívida pública levará "dois ou três anos".

DESCANSO

Depois de chegar de madrugada a Tóquio vindos da Índia (onde Temer participou de encontro dos Brics), o presidente e a primeira-dama, Marcela, ficaram no hotel, descansando.

O presidente será recebido pelo imperador Akihito na manhã desta quarta (19). Marcela não poderá estar presente, já que sua contraparte, a imperatriz Michiko, estará fora.

Ainda na manhã de quarta, Temer participa de encontro com empresários e investidores japoneses.

À tarde ele se reúne com o primeiro-ministro japonês. O casal deve ser recebido em jantar à noite, e volta ao Brasil na quinta.

Esta é a primeira visita de um líder brasileiro ao Japão desde 2006.

Além de tentar abrir o mercado japonês para produtos agropecuários brasileiros e atrair investimentos para o programa de concessões, o presidente tem a missão de azeitar as relações diplomáticas com o Japão, desgastadas por sucessivos atrasos e cancelamentos da ex-presidente Dilma Rousseff. Com informações da Folhapress.

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