Governo agilizará nomeações de indicados para aprovar PEC 241

Nomeações que atendem às bancadas governistas devem ser publicadas até o final da próxima semana no Diário Oficial da União

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Política congresso 19:29 - 18/10/16 POR Folhapress

Para garantir a aprovação em segundo turno da proposta do teto de gastos públicos, o governo federal decidiu agilizar as indicações da Câmara dos Deputados para cargos na Caixa e no Banco do Brasil, além de pedir à base aliada que permaneça em Brasília no final de semana.

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As nomeações que atendem às bancadas governistas devem ser publicadas até o final da próxima semana no "Diário Oficial da União". Segundo a reportagem apurou, as indicações para a Caixa já estavam sendo acertadas antes da votação do primeiro turno da proposta e serão cumpridas agora.

Além delas, o Palácio do Planalto também deve contemplar o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA).

Com a viagem do presidente Michel Temer para o Japão, Maranhão substituiu Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando da Câmara dos Deputados e tem sido responsável pela condução de votações de interesse do governo federal, como vetos presidenciais e abertura de crédito extraordinário para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Nesta terça-feira (18), Maranhão e Maia se reuniram no Palácio do Planalto para discutir a pauta de votações.

Para garantir quorum na semana que vem, Temer telefonou nesta terça para Maia, que tem atuado como seu interino no comando do Palácio do Planalto. No telefonema, pediu ajuda para mobilizar a base aliada e acertou que a votação do teto de gastos seja realizada até a próxima terça-feira (25).

O governo federal acredita que, caso a tramitação fique para quarta (26) ou quinta-feira (27), há grande possibilidade de perdas na base aliada por conta da fase final das campanhas municipais, uma vez que o segundo turno está marcado para o domingo (30).

Assim, o presidente pretende marcar um encontro com integrantes da base na manhã da segunda-feira (24), o que os obrigará a retornar a Brasília na noite do domingo (23).

No primeiro turno, a proposta foi aprovada por 366 contra 111 votos. Na segunda votação, a expectativa do Palácio do Planalto é que o placar seja mais vantajoso para o governo federal, de pelo menos 375 votos. Com informações da Folhapress.

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