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Temer e aliados se recusam a aplaudir Moro durante entrega de prêmio

Juiz responsável pela Lava Jato foi eleito o brasileiro de 2017 e dividiu o palco com políticos citados em investigações de corrupção

Temer e aliados se recusam a aplaudir Moro durante entrega de prêmio
Notícias ao Minuto Brasil

13:17 - 06/12/17 por Notícias Ao Minuto

Política Mal-estar

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato em primeira instância, foi o grande homenageado da noite, no prêmio Brasileiros do Ano, promovido pela revista IstoÉ, nessa terça-feira (5), em São Paulo.

Políticos que foram alvo do magistrado, durante as investigações da força-tarefa, também estavam presentes, incluindo o presidente da República, Michel Temer, o ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Eles chegaram a dividir o palco com Moro.

No entanto, no momento em que o juiz foi chamado a receber o título de brasileiro de 2017, tanto Temer quanto seus aliados se recusaram a levantar para aplaudi-lo, segundo informações do portal Uol. Houve constrangimento entre os presentes.

Durante toda a noite de ontem, Moro evitou contato com políticos, ao contrário do que fez no ano passado, quando também participou da premiação e foi fotografado em uma conversa animada com o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

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Meses depois, o mineiro seria um dos principais alvos da delação da JBS e teria até um pedido de prisão feito pela Procuradoria-Geral da República.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), o candidato ao governo de São Paulo em 2014 Paulo Skaf (PMDB), ambos citados na delação da Odebrecht, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e o apresentador Luciano Huck também estavam presentes.

"Eu diria que mais que uma questão de justiça, é questão de política de Estado. Eu queria dizer para o presidente Temer utilizar o seu poder para influenciar que esse precedente jurídico não seja alterado", disse Moro, durante seu discurso, ao defender que condenados na segunda instância possam ser presos.

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