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Rodrigo Maia nega acordo para adiar votação da reforma da Previdência

'Vamos trabalhar para tentar votar na semana que vem', garantiu

Rodrigo Maia nega acordo para adiar votação da reforma da Previdência
Notícias ao Minuto Brasil

08:02 - 14/12/17 por Agência Câmara de Notícias

Política congresso

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse na noite desta quarta-feira (13) que haverá amanhã uma nova avaliação com o presidente da República, Michel Temer, e com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, sobre as condições para votar em Plenário, na próxima semana, a reforma da Previdência (PEC 287/16). “Vamos trabalhar para tentar votar na semana que vem”, afirmou, reiterando declarações que havia dado pela manhã.

Rodrigo Maia negou que tenha participado de acordo para adiar a votação para fevereiro, conforme havia anunciado mais cedo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). “Talvez ele tenha entendido errado”, disse. Em nota, o Palácio do Planalto também negou que tenha havido decisão pelo adiamento.

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Em São Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seguiu no mesmo tom. “A opinião dada pelo senador é respeitável, ele é um líder, de fato, de muita experiência e de muito bom senso. Deu a opinião, mas evidentemente não está na Câmara. É uma opinião válida que será levada em conta, mas não há essa decisão no momento”, afirmou.

Leitura

Já o relator na comissão especial que analisou a reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), anunciou que amanhã, no Plenário, vai começar a leitura da nova versão da proposta. “Os senadores falarão a seu tempo, quando a PEC estiver no âmbito do Senado. Enquanto estiver na Câmara, quem faz a pauta é o presidente Rodrigo Maia”, disse.

No Plenário, parlamentares da oposição chegaram a comemorar o anúncio feito por Jucá. “Sempre trabalhamos para não permitir a votação neste semestre e temos segurança de que o governo não tem os votos”, disse o líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). Segundo ele, mesmo se ficar para fevereiro, a mobilização contra a reforma da Previdência não vai parar.

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