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Em Manaus, Bolsonaro compara terras indígenas a zoológicos

Deputado também questionou soberania do país sobre a Amazônia durante visita à região Norte

Em Manaus, Bolsonaro compara terras indígenas a zoológicos
Notícias ao Minuto Brasil

21:52 - 14/12/17 por Folhapress

Política declaração

Em visita a Manaus nesta quinta-feira (14), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) questionou se o Brasil ainda tem a soberania sobre a Amazônia por causa das terras indígenas, às quais comparou a zoológicos.

"Será que a Amazônia ainda é nossa? Em 1982, a Argentina falou que as Malvinas eram deles. Perderam. Hoje em dia, ouso dizer que dificilmente a Amazônia é nossa."

O presidenciável afirmou que, para "salvar ao menos parte da Amazônia", é preciso buscar parcerias com países democráticos como os EUA para a exploração dos recursos minerais. Ele também defendeu fixação de preços de minérios como o nióbio para a exportação.

A uma plateia de simpatizantes, no auditório de um hotel, Bolsonaro defendeu a exploração mineral em terras indígenas e disse que a demarcação de grandes áreas, como a dos ianomâmis, "poderão ser novos países dentro do Brasil." "Como é que pode um índio na Bolívia ser presidente, e o nosso aqui, por pressão do governo, condená-lo a ficar preso dentro de uma terra indígena como se fosse algo no zoológico? O índio é um ser humano, nosso irmão."

Por outro lado, Bolsonaro admitiu que o aquecimento global e o desmatamento podem levar "ao fim da espécie humana". Ele defendeu o controle populacional como a medida mais eficaz.

"Em 2011, tínhamos 7 bilhões de habitantes no mundo. Em 2025, teremos 8 bilhões. A questão desse crescimento populacional explosivo leva a desmatamento. Você não vai plantar soja no terraço do teu prédio nem criar gado no quintal. Temos de ter uma política de planejamento familiar", disse.

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Mais cedo, Bolsonaro foi recepcionado no aeroporto por um boneco inflável de 12 metros e algumas centenas de apoiadores. Em discurso sobre um carro de som no estacionamento do aeroporto, prometeu dar "carta branca" para a PM matar.

"Se alguns dizem que quero carta branca pra Polícia Militar matar, eu respondo: 'Quero, sim'", disse, no alto de um carro de som, arrancando aplausos e gritos de "mito, mito".

"Policial que não atira em quem atira nele não é policial. Temos obrigação de dar uma retaguarda jurídica a esses bravos homens", completou Bolsonaro, repetindo uma de suas principais promessas de campanha.

A saída da porta de desembarque foi marcada por um grande empurra-empurra entre algumas centenas de simpatizantes -o chão terminou repleto de sapatos perdidos, principalmente chinelos. Bolsonaro saiu bastante suado e sem o seu relógio.

É a primeira fez que o boneco foi usado. Depois de Manaus, ele começará a circular pelo Brasil, explicou um dos responsáveis pela ideia, o vice-presidente do Movimento Direita Manaus, Gill Mota, 29.

O administrador de empresas explicou que o custo do boneco, de R$ 15 mil, foi rateado por organizações independentes de sete Estados.

Segundo colocado na corrida presidencial atrás de Lula (PT), na região Norte, Bolsonaro tem 16% na pesquisa espontânea do Datafolha -seu melhor desempenho no país. Com informações da Folhapress.

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