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Bruno Covas diz que fará 'governo de continuidade' na prefeitura de SP

Novo prefeito da capital paulista garante que a população não sentirá diferença em relação à gestão do antecessor, João Doria

Bruno Covas diz que fará 'governo de continuidade' na prefeitura de SP
Notícias ao Minuto Brasil

11:40 - 17/04/18 por Notícias Ao Minuto

Política sucessor

estilo de gestão em entrevista ao programa 'É Notícia', da RedeTV!, na noite desta segunda-feira (16). Vice de João Doria, o tucano assumiu o comando da capital após o ex-prefeito anunciar sua candidatura ao governo do Estado.

Político "de carteirinha", como se define, Covas explicou que não pretende fazer muitas mudanças em relação ao governo de Doria, que, ao contrário dele, se autodenominava "gestor" durante as eleições de 2016.

"O que São Paulo vai ter é um governo de continuidade. A população não vai sentir nenhuma diferença. Muito pelo contrário, até porque como governador, eu e ele poderemos atuar em parceria, o que só vai ajudar a cidade", disse o atual prefeito.

Sobre o comando da capital paulista, ele separou seu dever em três esferas principais e explicou cada uma delas. "É uma tripla responsabilidade. A melhor delas é com a minha história. Se tem uma coisa que meu avô [Mário Covas] me deixou foi o legado de política com P maiúsculo. (...) A segunda responsabilidade é o compromisso de continuar aquilo que foi iniciado em primeiro de janeiro por João Doria, eu fui eleito junto com ele. (...) E uma responsabilidade partidária. Hoje a Prefeitura de São Paulo tem o maior orçamento administrado pelo PSDB. Então, do ponto de vista partidário, eu tenho uma responsabilidade porque, sem dúvidas, isso vai interferir no futuro do partido", afirmou o ex-deputado.

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Ainda durante a entrevista, Covas opinou sobre a insatisfação dos eleitores com a renúncia do ex-prefeito: "População é consultada na urna a cada dois anos. Ela vai avaliar em outubro o passado de João Doria e aquilo que ele se compromete a fazer no futuro e se ele vai poder continuar ou não fazendo política sendo governador de São Paulo". Questionado por Amanda Klein se sua atitude seria a mesma, o entrevistado esclareceu: "Política, por mais que seja coletiva e por mais que seja impossível ser feita individualmente, as decisões são individuais".

Sobre ter como característica um possível posicionamento antipetista, o prefeito rebateu: "Acho que minha história fala por si. Eu fui deputado de oposição do governo Dilma, participei da comissão processante à favor do impeachment da ex-presidente Dilma. Agora, eu não sou uma pessoa que tem qualquer satisfação com a prisão do Lula. Eu acho que é o certo, é o correto, é o que precisa ser feito, mas não há nenhuma satisfação pessoal minha. Acho que o João [Doria] carrega mais essa questão do discurso anti-PT, eu prefiro um discurso na linha do que precisa ser feito. Essa preocupação em relação à questões partidárias eu deixo para o Legislativo. Do ponto de vista do Executivo, não é minha preocupação, não é da minha seara. Posso até me posicionar politicamente, não há nenhum problema em relação a isso. (...) Mas a minha preocupação principal é se está faltando remédio no posto de saúde, quantas unidades habitacionais nós vamos construir... Essa é a minha preocupação, isso é o que eu tenho que falar para a população".

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