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Huawei acusa EUA de "assédio" por imposição de sanções

A empresa chinesa Huawei acusou os EUA de "assédio", depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, ter proibido as empresas norte-americanas de usarem equipamento fabricado por aquela marca de telecomunicações

Huawei acusa EUA de "assédio" por imposição de sanções
Notícias ao Minuto Brasil

06:50 - 22/05/19 por Notícias Ao Minuto

Tech Huawei

Na semana passada, Trump alegou riscos de segurança nacional para impedir as empresas dos EUA de recorrerem a tecnologia da chinesa Huawei, pelo risco de invasão abusiva de dados que ficariam ao serviço do Governo de Pequim. 

Segunda-feira (20), Trump suspendeu a sanção sobre a Huwaei por três meses e a empresa de telecomunicações chinesa continua a desmentindo os supostos riscos de espionagem.

Hoje, durante um evento em Bruxelas, o representante da Huawei para as instituições da União Europeia, Abraham Liu, acusou os EUA de "assédio", dizendo que as sanções anunciadas sobre a empresa constituem um desrespeito pelas regras internacionais de comércio.

"A Huawei respeita todas as leis e regulamentos aplicáveis. Nos tornamos vítimas de assédio por parte da administração dos EUA", disse Abraham Liu, acrescentando que este ataque não é apenas contra a Huawei.

"Este é um ataque contra a ordem liberal baseada em regras. E isto é perigoso. Agora, está acontecendo à Huawei, amanhã pode acontecer com qualquer outra empresa internacional. Podemos fechar os olhos a este comportamento?", interrogou o representante da empresa chinesa.

Abraham Liu destacou ainda que a tecnologia 5G que a Huawei está desenvolvendo é o resultado de cooperação com parceiros europeus e está adaptada às necessidades e desafios da Europa. "A Huawei opera na Europa há quase 20 anos, temos 12.200 funcionários na Europa, 70% contratados localmente", disse Liu.

Os Estados Unidos lideram uma campanha global para impedir que empresas asiáticas, como a Huawei, assumam o controle das redes 5G, que permitem navegar na Internet com muito mais velocidade e que podem facilitar o desenvolvimento de tecnologias autônomas para conduzir operações por controle remoto.

A Comissão Europeia reiterou ontem que a Europa é um "mercado aberto" e que cabe a cada país decidir se impõe restrições a qualquer empresa por razões de segurança. Bruxelas tem mostrado em várias ocasiões preocupação com a entrada da Huawei na implantação de futuras redes móveis 5G na Europa, sabendo-se que as empresas chinesas serão obrigadas por lei a cooperar com os serviços secretos do seu país.

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