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Dos nove mortos no Salgueiro, quatro não tinham processo nem anotação criminal

A ação da tropa de elite da PM carioca aconteceu no domingo, 21. Oito corpos foram retirados de um manguezal por moradores na manhã de segunda

Dos nove mortos no Salgueiro, quatro não tinham processo nem anotação criminal
Notícias ao Minuto Brasil

05:29 - 24/11/21 por Estadao Conteudo

Justiça Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio informou que quatro dos nove mortos durante operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, não tinham anotações ou antecedentes criminais. A ação da tropa de elite da PM carioca aconteceu no domingo, 21. Oito corpos foram retirados de um manguezal por moradores na manhã de segunda. A nona vítima havia sido baleada no domingo e morreu no hospital.

Os nove mortos foram identificados como Carlos Eduardo Curado de Almeida, Ítalo George Barbosa de Souza Gouvêa Rossi, Élio da Silva Araújo, Rafael Menezes Alves, David Wilson Oliveira Antunes, Kauã Brenner Gonçalves Miranda, Jhonata Klando Pacheco e Douglas Vinícius Medeiros de Souza, cujos corpos foram retirados do manguezal. Igor da Costa Coutinho, por sua vez, foi baleado no domingo e foi socorrido, mas morreu depois.

A Polícia Civil não esclareceu quais eram as cinco vítimas com algum tipo de antecedente criminal. O Estadão pesquisou os nomes junto ao Tribunal de Justiça do Rio e do Pará, e identificou três casos. Carlos Eduardo respondeu processos por tráfico de drogas, associação para o tráfico, receptação e concurso material (quando pratica dois ou mais crimes distintos). Ítalo George, por sua vez, foi acusado de associação para a produção e tráfico de drogas. Jhonata Klando Pacheco respondeu processos por roubo majorado no Pará. A reportagem não encontrou registros sobre os demais.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Os investigadores enviaram ofício à Polícia Militar pedindo os nomes dos agentes que participaram da ação, além da apreensão das armas utilizadas durante a operação.

Além de aguardar a perícia nas armas, os agentes estão ouvindo depoimentos e buscando novas testemunhas. A equipe da DHNSG também aguarda os resultados dos laudos de necropsia.

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