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Presidentes de sindicatos são presos suspeitos de desviar R$ 3,6 mi no PR

As prisões temporárias foram efetuadas em Londrina (PR) e Porto Seguro (BA) nesta terça-feira (25)

Presidentes de sindicatos são presos suspeitos de desviar R$ 3,6 mi no PR
Notícias ao Minuto Brasil

22:48 - 25/06/24 por Folhapress

Justiça Investigação

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Três pessoas foram presas durante uma operação que investiga o desvio de R$ 3,6 milhões de contribuições de funcionários a sindicatos da área da saúde. As prisões temporárias foram efetuadas em Londrina (PR) e Porto Seguro (BA) nesta terça-feira (25).

Os presos são presidentes de dois sindicatos, um patronal e outro laboral, e um terceiro indivíduo que estaria envolvido no esquema. Os homens são suspeitos de desviar as arrecadações de funcionários de hospitais e clínicas privadas em Londrina e região.

Dinheiro das contribuições deveria custear auxílios assistenciais. A investigação apontou que os funcionários contribuíam com até 20% do valor do vale-alimentação para subsidiar o auxílio. A arrecadação deveria ser transferida ao sindicato laboral para cobrir esses custos. Porém, enquanto as despesas com uma grande seguradora somavam R$ 300 mil, a corretora de seguros dos suspeitos recebeu aproximadamente R$ 3,6 milhões do sindicato laboral.

Entre janeiro de 2016 e março de 2023, a empresa dos suspeitos recebeu 860% a mais do que deveria. A empresa contratada para esses serviços assistenciais pertencia ao presidente do sindicato patronal e do terceiro homem preso. Os proprietários se apropriaram da maior parte dos R$ 3,6 milhões desviados, segundo o delegado Thiago Vicentini.

Presos são investigados por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Durante a operação, foram apreendidos celulares e documentos. Além dos mandados de prisão temporária e busca, a Polícia Civil conseguiu o bloqueio de valores nas contas dos investigados e, se necessário, o sequestro de veículos e imóveis.

Os nomes dos sindicatos e dos envolvidos não foram divulgados, por isso a reportagem não conseguiu localizar as defesas. O espaço segue aberto para manifestação.

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