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Marçal contrata PM que liderou tropa investigada por forjar confronto em Goiás

Segundo Marçal, o tenente-coronel Edson Melo está atuando como seu segurança. Em vídeo postado na noite de segunda-feira (10) nas redes sociais, o pré-candidato a prefeito de São Paulo falou ter contratado o oficial após pedido de licença dele na PM goiana.

Marçal contrata PM que liderou tropa investigada por forjar confronto em Goiás
Notícias ao Minuto Brasil

14:25 - 12/06/24 por Folhapress

Política PABLO-MARÇAL

HERCULANO BARRETO FILHO
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Pablo Marçal (PRTB), pré-candidato a prefeito de São Paulo, disse ter contratado como segurança o ex-comandante de uma tropa da PM de Goiás com agentes investigados por suposta armação após assassinatos.

Segundo Marçal, o tenente-coronel Edson Melo está atuando como seu segurança. Em vídeo postado na noite de segunda-feira (10) nas redes sociais, o pré-candidato a prefeito de São Paulo falou ter contratado o oficial após pedido de licença dele na PM goiana.

"Quem quer me ameaçar, quem quer me parar, pode entrar na fila aí", disse Marçal ao anunciar a contratação do oficial. Horas antes, ele havia registrado boletim de ocorrência por ameaças de morte motivadas, segundo ele, pela sua intenção de disputar as eleições para a Prefeitura de São Paulo neste ano. Marçal afirma ter gravado as ameaças e entregado o material à polícia.

Após o episódio, a assessoria de Marçal se referiu à presença de Edson Melo junto à equipe de segurança como "ajuda de um amigo". "Devido às ameaças [que venho recebendo], o tenente-coronel decidiu afastar-se legalmente de suas atividades policiais em Goiás para me auxiliar durante esse período tão delicado (...). Ele veio para ajudar um amigo, nada mais", disse a equipe de Marçal por meio de nota.

"Embora já tenhamos nossa equipe pessoal e familiar de seguranças, é evidente que a presença do tenente-coronel, com seu histórico operacional arrojado (...) traz um senso de respeito e intimidação que é essencial contra essa bandidagem crescente que tem afligido nossa população", afirma trecho de nota enviada por Pablo Marçal.

Procurada, a PM disse que o tenente-coronel está de licença especial regulamentar desde a última sexta-feira. Institucionalmente, a PM proíbe "bicos" como segurança para agentes da ativa.

Seis PMs de tropa chefiada por segurança de Marçal mataram dois homens em ação filmada sem que percebessem. Após os tiros, o celular de uma das vítimas caiu e registrou a ação, segundo publicou o UOL. Procurado também por meio da assessoria de Pablo Marçal, o tenente-coronel Edson Melo informou que não irá se manifestar sobre o caso "por questões éticas e em respeito ao processo investigativo".

O segurança de pré-candidato a prefeito de SP tentou se eleger deputado nas eleições de 2022 em Goiás citando participação em buscas de serial killer. Influencer no Instagram, onde tem 328 mil seguidores, Edson Melo escreveu um livro sobre a operação do Caso Lázaro Barbosa, morto em junho de 2021 em Águas Lindas de Goiás (GO).

Agentes da unidade até então comandada por Edson Melo passaram por reprodução simulada. A ação para esclarecer dúvidas sobre a ocorrência foi feita na semana passada a mando da Polícia Civil, que investiga o caso. Os policiais atiraram quase 20 vezes na abordagem, diz a ocorrência. Eles respondem por duplo homicídio qualificado por dissimulação e por recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.

"Abre, ô, desgraça!", ordena um dos PMs em vídeo gravado pelo celular de uma das vítimas. Ele aparece nas imagens no lado externo, em abordagem a pessoas em um veículo. Em seguida, é possível ouvir tiros. Nesse momento, o celular cai e ouve-se o som da sirene da PM sendo acionada.

A Polícia Civil apura se o vídeo mostra PMs simulando armação. Um deles retira a arma de um saco plástico. O outro agente atira, simulando disparar na direção onde estava o PM no momento da abordagem. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás se limitou a confirmar as prisões dos agentes.

Um dos mortos na ação já havia sido informante da própria PM. Ele também havia delatado policiais por extorsão quando foi preso em 2020, segundo as investigações. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás se limitou a confirmar as prisões dos agentes.

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