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Chineses pedem a TikTok que 'lute até o fim' contra ação 'bandida'

Repercussão é restrita no país, com a expectativa de até um ano para proibição, que só viria após decisão da Justiça

Chineses pedem a TikTok que 'lute até o fim' contra ação 'bandida'
Notícias ao Minuto Brasil

18:00 - 24/04/24 por Folhapress

Tech EUA

PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) - A aprovação do banimento do TikTok das lojas de aplicativos do Google e da Apple, se a plataforma chinesa não for vendida para capital americano, ecoou de forma relativamente restrita na China.

Questionado na entrevista coletiva diária do Ministério do Exterior, o porta-voz Wang Wenbin disse que ele e seu colega do Ministério do Comércio já haviam comentado quando da aprovação na Câmara de Representantes dos EUA, em 13 de março, e sugeriu consultar qual havia sido a resposta na ocasião.

Ele havia criticado então a "lógica completamente bandida de tentar tomar as coisas boas dos outros para si". He Yadong, porta-voz na pasta do comércio, havia dito que os EUA deveriam "respeitar os princípios da economia de mercado e da concorrência justa".

Em veículos jornalísticos e na mídia social chinesa, ecoou mais a chegada a Xangai do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, sem direito a tapete vermelho na porta do avião. Alguns influenciadores nacionalistas, além de festejarem a falta de tapete para Blinken, abordaram o TikTok.

O jornalista Hu Xijin publicou no Weibo um longo texto para justificar seu conselho ao fundador da plataforma, Zhang Yiming: "Lute até o fim". O argumento é que, se vier a ceder, pode perder também o TikTok no Reino Unido e outros -e poderia abrir caminho para a tomada de Temu e outros aplicativos chineses.

Sites privados como Guancha, de Xangai, deram atenção à postagem de Donald Trump em sua própria rede, Truth Social, em que o ex-presidente acusou o presidente Joe Biden, seu adversário novamente na eleição deste ano, de querer proibir o TikTok para "ajudar seus amigos no Facebook a se tornarem mais ricos e dominantes".

Em tom mais sério, a Caixin, de Pequim, cobertura de referência em economia, destacou em texto prévio, de fontes em Washington, que "a questão de opinião pública sobre o conflito israelo-palestino acelerou a aprovação do banimento" no ano eleitoral, anotando que Temu e Shein não correriam risco.

Os textos lembram que o eventual banimento ainda deve passar por etapas, sobretudo na Justiça, e que o prazo dado para a venda da plataforma é de nove meses, com mais três eventualmente concedidos pela Casa Branca -que poderá a essa altura ter o próprio Trump como morador.

Não foi encontrada menção a isso, mas a recepção pouco emocionada da proibição talvez se deva também à experiência chinesa com plataformas supostamente inacessíveis no país, como Facebook ou Netflix. O uso de VPN é disseminado e até a atualização de aplicativos é relativamente simples.

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