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Greve de caminhoneiros faz mês de junho ter maior inflação em 23 anos

Balanço foi divulgado pelo IBGE

Greve de caminhoneiros faz mês de junho ter maior inflação em 23 anos
Notícias ao Minuto Brasil

06:09 - 07/07/18 por Folhapress

Economia IPCA

A mobilização dos caminhoneiros que paralisou o Brasil fez subir a inflação de junho, apontou nesta sexta-feira (6) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O IPCA, índice oficial de inflação no país, teve alta de 1,26%, na maior alta para o mês de junho desde 1995. Considerando todos os meses, foi o maior índice desde janeiro de 2016. Em maio, a inflação havia sido de 0,4%.

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Pesquisas das agências Reuters e Bloomberg apontavam que a expectativa de analistas era de alta de 1,28%.

A paralisação de caminhoneiros começou dia 21 de maio e durou 11 dias. Bloqueios em estradas do país levaram ao desabastecimento de alimentos e combustíveis.O grupo de alimentos e bebidas teve a maior variação, de 2,03% em junho, na esteira do aumento de preços observado em razão da escassez de produtos nas prateleiras.

O leite longa vida, que teve alta de 15,63%, e o frango inteiro, que variou em 8,02%, registraram fortes altas em junho.

A batata-inglesa, que disparou de preço nos principais centros de distribuição do país, teve alta de 17,16% em junho, após aumento de 17,51% em maio. Carnes bovinas ficaram 4,60% mais caras no período.

Segundo o IBGE, desde janeiro deste ano que o grupo alimentos e bebidas não registrava alta superior a 2%.

Como muitos alimentos ficaram retidos em bloqueios centros de distribuição e supermercados ficaram sem produtos. Após o fim da paralisação, houve uma corrida dos consumidores aos mercados, o que postergou por alguns dias a volta à normalidade no abastecimento.

O IPCA-15, que é uma prévia da inflação oficial, já havia apontado tendência de alta do indicador de junho.

Entre os nove grupos de bens e serviços investigados pelo IBGE, apenas dois não tiveram alta no período: vestuário e comunicação.

Habitação (2,48%), transportes (1,58%) e alimentos (2,03%) respondem por cerca de 60% das despesas das famílias e sua variação puxou para cima o índice de junho.

Além da alimentação, a mobilização de caminhoneiros também teve impacto no segmento de transportes, mais precisamente nos combustíveis. A gasolina subiu 5% em junho, enquanto o etanol teve alta de 4,22%. Houve quedas, contudo, no diesel (-5,66%) e nas passagens aéreas (2,05%), mas sem força para reverter as altas da gasolina e do álcool.

O diesel caiu em razão do esforço do governo em controlar os preços. Desde que o governo concedeu benefícios fiscais, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) fiscaliza se os postos estão repassando a queda. A gasolina, que teve altas congeladas na paralisação, voltou a subir em junho.

O gás encanado aumentou 2,37% e o de botijão, 4,08%. O gás de botijão aumentou porque houve falta do produto durante os protestos. Com informações da Folhapress. 

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