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FMI aprova empréstimo de US$ 3,9 bilhões para a Ucrânia

Crise econômica foi agravada pelo conflito armado entre forças de Kiev e rebeldes pró-Rússia

FMI aprova empréstimo de US$ 3,9 bilhões para a Ucrânia
Notícias ao Minuto Brasil

19:01 - 19/10/18 por Folhapress

Economia Acordo

O FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciou nesta sexta-feira (19) um acordo com a Ucrânia para oferecer um novo empréstimo de US$ 3,9 bilhões em 14 meses.

"Este acordo de confirmação substituirá o aprovado em março de 2015, que deveria expirar em março de 2019", afirmou o FMI em comunicado. 

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A instituição destacou seu compromisso "para continuar a ajudar a Ucrânia a alcançar um crescimento econômico mais sólido e duradouro". 

O acordo deve ser aprovado pelo comitê de direção do FMI neste ano, uma vez que as autoridades de Kiev aprovem o orçamento para 2019 "em sintonia com as recomendações do FMI e um aumento dos preços de aquecimento e do gás", apontou o organismo.

A Ucrânia está saindo de uma crise econômica severa, agravada pelo conflito armado entre forças de Kiev e os rebeldes pró-russos no leste do país.

O país fracassou reiteradamente na tentativa de lançar um plano de privatizações que cubra o rombo nas contas públicas. 

Em 2015, a Ucrânia havia renegociado uma reestruturação parcial de sua dívida e obteve um plano de ajuda de US$ 17,5 bilhões do FMI, em troca de medidas rigorosas. 

Mas o país encontrou dificuldade para pagar a dívida e cumprir as medidas exigidas pelo Fundo. 

A ajuda do FMI é crucial para a Ucrânia, dado a diminuição das reservas estrangeiras e a aproximação do vencimento de suas dívidas (em 2020). 

Nesta sexta, o FMI insistiu que a Ucrânia deve "reduzir as vulnerabilidades macroeconômicas", seguir com a consolidação orçamentária, reduzir a inflação e levar adiante as reformas fiscais e nos setores energético e financeiro. 

Em 2015, o FMI tinha solicitado para as autoridades ucranianas controlarem seu déficit público e reduzir as subvenções herdadas do período soviético, que pesam em suas contas públicas. Dos US$ 17,5 bilhões prometidos há três anos, só US$ 8,7 bilhões foram desembolsados pelo Fundo. Com informações da Folhapress.

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