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Itália segue sem governo depois do escolhido para ser premiê desistir

País pode ter que realizar novas eleições este ano

Itália segue sem governo depois do escolhido para ser premiê desistir
Notícias ao Minuto Brasil

17:41 - 27/05/18 por Folhapress

Mundo imbróglio

Giuseppe Conte, que havia sido designado para ser primeiro-ministro da Itália, desistiu neste domingo (27) de tentar formar um governo, depois que o presidente do país rejeitou o escolhido por ele para o ministério da Economia.

Com isso, o país pode ter que realizar novas eleições este ano. As negociações para a formação do governo italiano já se arrastam há dois meses.

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Conte, um jurista acadêmico desconhecido do grande público, apresentou sua lista de ministros ao presidente Sergio Matarella, mas este rejeitou o nome do eurocético Paolo Savona para a pasta da Economia.

Antes mesmo do fim da reunião entre Conte e Matarella, o líder da Liga, Matteo Salvini, disse que a única opção era realizar novas eleições. "Em uma democracia, se é que ainda estamos em uma democracia, só há uma coisa a fazer, deixar os italianos escolherem", disse ele.

O Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema) e a Liga (direita populista) foram os partidos com o maior número de votos nas eleições de março, mas nenhum partido conquistou a maioria necessária de 40% das cadeiras para governar sozinho. 

Depois de semanas de negociação, as duas siglas chegaram a um acordo e propuseram o nome de Conte para premiê, mas a formação do governo emperrou novamente na fase de aprovação do gabinete.

A perspectiva da escolha de Savona, um crítico do euro e da política econômica da Alemanha, ser ministro já havia causado preocupação nos mercados europeus na semana passada.

Neste domingo, Savona tentou se mostrar mais ponderado: "Quero uma Europa diferente, mais forte, mas mais igual", disse ele em comunicado. 

Mas Matarella disse que não aprovaria o nome dele porque isso "causaria alarme nos mercados e investidores, italianos e estrangeiros". O presidente italiano não disse quais seriam seus próximos passos para resolver a crise política. Com informações da Folhapress. 

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