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Arábia Saudita desabilita 33 frigoríficos de carne de frango do Brasil

O impacto maior, portanto, será sobre cinco unidades, segundo o presidente da ABPA (Associação Brasileira da Indústria de Proteína), Francisco Turra

Arábia Saudita desabilita 33 frigoríficos de carne de frango do Brasil
Notícias ao Minuto Brasil

07:56 - 23/01/19 por MAURO ZAFALON, para Folhapress

Economia suspendeu importação

MAURO ZAFALON - A Arábia Saudita, maior importadora de carne de frango do Brasil, desabilitou 33 frigoríficos da lista dos exportadores brasileiros para o país. Dos 58 frigoríficos habilitados pelo Ministério da Agricultura para exportar para o país, restaram apenas 25 na lista dos árabes.

Em 33 deles, a Arábia Saudita exige alguns acertos para que voltem a exportar. Segundo o presidente da ABPA (Associação Brasileira da Indústria de Proteína), Francisco Turra, das 58 unidades liberadas apenas 30 efetivamente estavam exportando para o país árabe. O impacto maior, portanto, será sobre cinco unidades, segundo Turra.

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Entre as unidades descredenciadas pelos árabes estão frigoríficos da BRF e da JBS, empresas bastante atuantes no setor.

A ABPA não informou as possíveis perdas de volume exportado nessa restrição árabe, mas circularam dentro do Ministério da Agricultura avaliações de queda de até 30%.

A Arábia Saudita importou 486,4 mil toneladas de carne de frango do Brasil no ano passado, 12% do volume exportado pelo país. A China veio em segundo lugar, com a compra de 438 mil toneladas e participação de 11% nas exportações brasileiras.

Esse enxugamento no número de frigoríficos liberados pela Arábia Saudita ocorre devido a um conjunto de fatores, segundo informações do setor.

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Um dos motivos dessa ação dos árabes viria de constatação de irregularidades em alguns frigoríficos, encontradas por técnicos de uma missão árabe que esteve no Brasil no ano passado.

O setor de produção de carne vê, ainda, uma busca de redução da dependência árabe da proteína brasileira. Apesar de todos os empecilhos no país, a Arábia Saudita quer incentivar a produção interna de frango.

Não está descartada uma pressão econômica dos árabes sobre a manifestação política de Jair Bolsonaro de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, em Israel.

O início de 2019 repete o de 2018, quando o setor foi surpreendido pelas barreiras da União Europeia. O Brasil, até então líder em exportações de carne de frango para os europeus, perdeu o posto para a Tailândia.

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Neste ano, se as barreiras continuarem, a Arábia Saudita deverá deixar a lista de maior importadora dessa proteína do Brasil. A China poderá assumir o posto.

Uma das grandes preocupações do setor de avicultura é com as recentes posições diplomáticas do governo de Jair Bolsonaro. O receio é que se alastre uma reação contrária ao governo brasileiro pelos países árabes. Com informações da Folhapress.

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