Maia e Cunha: atuais 'inimigos' já foram do mesmo lado contra Dilma

Atualmente, Eduardo Cunha e Rodrigo Maia não são aliados e alimentam desafetos

© Reuters
Política políticos 15:27 - 16/07/17 POR Notícias Ao Minuto

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso há nove meses em decorrência da Operação Lava Jato, já esteve do mesmo lado que Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara dos Deputados, há cerca de 16 meses. Hoje 'inimigos', os dois políticos já foram unidos em fevereiro de 2015, quando defendiam a saída da então presidente Dilma Rousseff (PT).

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Na época, Maia chegou a homenagear Cunha ao declarar, no plenário, seu voto a favor do impeachment de Dilma: "Senhor presidente, o senhor entra para a história hoje".

Em seguida, Cunha foi afastado do mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal, para quem havia indícios fortes de que o deputado usava o cargo para crimes e para obstruir investigações.

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Mas a relação entre Maia e Cunha já havia começado a ruir na montagem da comissão do impeachment de Dilma, segundo a Folha de S. Paulo. O deputado do DEM queria ocupar um dos postos de comando, mas Cunha o vetou.

No no início da gestão Temer, o rompimento foi definitivo. Cunha escolheu outro aliado, André Moura, para ser o novo líder do governo na Câmara.

Quando Cunha foi cassado, Maia se lançou ao comando da Câmara e acabou vencendo por duas vezes nomes apoiados pelo grupo do peemedebista –Rogério Rosso (PSD-DF) em julho de 2016 e Jovair Arantes (PTB-GO) em fevereiro de 2017.

Maia assumiu o comando da Câmara e foi o responsável por protelar por certo tempo a votação da cassação do mandato de Cunha, mas não atendeu a pedido do ex-aliado por um adiamento maior, o que aumentou a distância entre ambos.

Em entrevisto à Folha, o atual presidente da Câmara afirmou que sua relação política com Cunha foi a "natural entre dois deputados que exerceram a liderança de seus partidos" e que tinham o objetivo comum de se opor ao PT e a Dilma. "Jamais essa relação política extrapolou o campo da ação parlamentar. Esse era o limite para dois deputados que disputavam votos no mesmo Estado e nunca foram aliados eleitorais", explicou Maia.

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