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Autor de biografia sobre Musk admite erro em informação sobre guerra na Ucrânia

Em um trecho da biografia de Musk escrita por Isaacson, informa que o dono do X (ex-Twitter) desligou intencionalmente o sistema de comunicação Starlink, usado pelas tropas da Ucrânia, no momento que drones submarinos do país atacavam frotas da Rússia na região da Crimeia

Autor de biografia sobre Musk admite erro em informação sobre guerra na Ucrânia
Notícias ao Minuto Brasil

19:36 - 12/09/23 por Folhapress

Tech Negócios

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O escritor Walter Isaacson reconheceu na última semana que errou ao publicar uma informação sobre uma medida adotada por Elon Musk que impediu a comunicação de drones lançados pela Ucrânia e frustrou ataques contra tropas da Rússia.

Na semana passada, a emissora de televisão CNN divulgou um trecho da biografia de Musk escrita por Isaacson, lançada nesta terça-feira (12), que informa que o dono do X (ex-Twitter) desligou intencionalmente o sistema de comunicação Starlink, usado pelas tropas da Ucrânia, no momento que drones submarinos do país atacavam frotas da Rússia na região da Crimeia.

O corte da comunicação fez com que os drones perdessem a comunicação em Sebastopol. "Como resultado, quando os drones submarinos ucranianos carregados de explosivos se aproximaram da frota russa em Sebastopol, eles perderam a conectividade e chegaram à costa inofensivamente", afirmou Isaacson na biografia.

Segundo o livro, Musk tomou a decisão de forma secreta e "pediu que os engenheiros desligassem a comunicação do Starlink a 100 quilômetros da costa da Crimeia". A decisão foi motivada por um medo agudo de que a Rússia respondesse a um ataque ucraniano com armas nucleares.

A CNN disse que, de acordo com a biografia, isso foi fundamentado nas conversas de Musk com altos funcionários russos e em seus temores de que um "mini-Pearl Harbor" acontecesse.

Depois da divulgação do trecho, Musk esclareceu que rejeitou, antes do dia do ataque, um pedido feito pela Ucrânia para que ativasse o Starlink, pois ele temia ser cúmplice de um "grande ato de guerra".

"A intenção óbvia era afundar a maior parte da frota russa ancorada", postou Musk na última quinta-feira (7) em seu perfil no X (ex-Twitter). "Se eu tivesse concordado com o pedido deles, a SpaceX seria explicitamente cúmplice de um grande ato de guerra e escalada de conflitos", explicou.

Musk disse que não tinha escolha a não ser rejeitar um pedido de emergência da Ucrânia "para ativar o Starlink até Sebastopol". Ele não informou a data do pedido e o trecho da biografia não a especificou.

Depois da resposta de Musk, Isaacson postou na rede que os "ucranianos achavam que a cobertura do Starlink permitiria chegar até a Crimeia, o que não era possível. Eles pediram a Musk que permitisse a comunicação, mas Musk não aceitou".

Questionado pelo repórter Tim Fernholz sobre a diferença do trecho que fora divulgado pela CNN, o escritor admitiu que interpretou mal as informações dadas por Musk.

"Baseado nas conversas com Musk, pensei erroneamente que a não permissão do uso do Starlink para um ataque na Crimeia havia sido decidida pela primeira vez na noite da tentativa de ataque da Ucrânia. Ele (Musk) agora diz que a política havia sido implementada antes, mas que os ucranianos não sabiam e que naquela noite (do ataque), ele simplesmente reafirmou a medida", explicou Isaacson.

A admissão do erro fez com que o escritor fosse contestado pela CNN, que afirmou que a biografia sobre Musk já causa "embaraço" para a editora Simon & Schuster, que publicou o livro. A editora informou à emissora que "edições futuras do livro serão atualizadas" para não mais incluir o erro.

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