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Um suspeito do homicídio de dois peritos da ONU detido na RDCongo

Segundo a mesma fonte, a prisão de Mputu, um dos líderes da milícia Kamuina Nsapu, ocorreu na noite de 29 de maio (sexta-feira) na cidade de Katole

Um suspeito do homicídio de dois peritos da ONU detido na RDCongo
Notícias ao Minuto Brasil

16:45 - 31/05/20 por Notícias Ao Minuto

Mundo RDCongo

Um dos suspeitos do assassinato de dois peritos da ONU na República Democrática do Congo (RD Congo) em 2017 foi detido a poucos quilómetros de Kananga, na província de Kasai Central (centro), informaram hoje fontes militares."Confirmo a prisão pelos nossos serviços de Trésor Mputu Kankonde. Está nas nossas mãos e já foi interrogado", disse hoje o procurador do Ministério Público militar em Kasai Central ao portal de notícias local Actualité.

"É acusado de vários crimes, incluindo o assassinato dos peritos da ONU [Zaida Catalán e Michael Sharp]. Desde 2017 que tentámos em várias ocasiões prendê-lo, mas sempre nos escapou", acrescentou o procurador de justiça militar, Jean Blaise Bwamulundu.

Segundo a mesma fonte, a prisão de Mputu, um dos líderes da milícia Kamuina Nsapu, ocorreu na noite de 29 de maio (sexta-feira) na cidade de Katole, a cerca de 15 quilómetros a norte da capital provincial de Kananga.

Os corpos de Sharp, um cidadão norte-americano, e de Catalán, um cidadão sueco-chileno, ambos peritos da Organização das Nações Unidas (ONU), foram encontrados em 27 de março de 2017, duas semanas após terem sido dados como desaparecidos - juntamente com outros quatro trabalhadores congoleses --, numa altura em que estavam a investigar violações de direitos humanos naquela província.

Os dois peritos da ONU eram membros do grupo criado pelas Nações Unidas para controlar as sanções impostas pelo Conselho de Segurança, em resposta aos episódios de violência entre o exército e à milícia de Kamuina Nsapu, que se armou após o assassinato do seu líder, em agosto de 2016, pelas forças militares da RD Congo.

Este conflito resultou em centenas de mortos e mais de 1,3 milhões de pessoas deslocadas na região, dando origem a uma das piores crises humanitárias do mundo.

Em maio de 2019, mais dois suspeitos de envolvimento neste assassinato, Évariste Ilunga Lumu e Tshiaba Kanowa, fugiram da prisão de Kananga, onde se encontravam detidos enquanto decorria o seu julgamento.

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