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Antes de ver Papa, bispos chilenos pedem perdão por abusos

Reunião pode provocar mudanças na Igreja Católica do Chile

Antes de ver Papa, bispos chilenos pedem perdão por abusos
Notícias ao Minuto Brasil

20:52 - 14/05/18 por ANSA

Mundo escândalo

Os bispos do Chile pediram perdão nesta segunda-feira (14) pelos escândalos de pedofilia que abalaram a imagem da Igreja Católica no país.

As desculpas foram apresentadas pelo monsenhor Fernando Ramos, secretário-geral da Conferência Episcopal Chilena, que está reunida no Vaticano para uma cúpula de três dias com o papa Francisco.

"Pedir perdão, para nós, é um imperativo moral muito grande", declarou o sacerdote, durante uma coletiva de imprensa na "Rádio Vaticano". Entre 15 e 17 de maio, os bispos chilenos terão uma série de reuniões com Jorge Bergoglio para discutir os casos de pedofilia no país.

O encontro foi pedido pelo Papa após a conclusão do relatório do arcebispo de Malta, Charles Scicluna, enviado por Francisco para aprofundar as investigações sobre os escândalos de abusos sexuais na Igreja do Chile.

"Nossa atitude neste momento é de dor e vergonha, porque há pessoas que sofreram por abusos ocorridos no ambiente eclesiástico, onde nunca poderiam ter ocorrido abusos de poder ou sexuais", acrescentou Ramos.

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A expectativa das vítimas é que a cúpula termine com medidas concretas contra o bispo de Osorno, Juan Barros, e o arcebispo emérito de Santiago, cardeal Francisco Javier Errázuriz, ambos acusados de terem acobertado casos de pedofilia envolvendo o padre Fernando Karadima e outros prelados chilenos.

"Não sabemos nada a respeito. A remoção ou destituição de um bispo é tarefa exclusiva do Santo Padre", disse Ramos. Errázuriz é colaborador próximo do Papa e integra o conselho de nove cardeais formado para reescrever a Constituição da Santa Sé.

Antes de receber os bispos chilenos, Francisco se encontrou com três vítimas de Karadima: Juan Carlos Cruz, James Hamilton e José Andrés Murillo, que elogiaram a disposição do Pontífice em esclarecer os fatos, mas cobraram medidas concretas.

Durante sua viagem ao Chile, em janeiro, Jorge Bergoglio chegou a chamar as acusações contra Barros de "calúnias", mas depois pediu desculpas às vítimas por ter duvidado de seus relatos. (ANSA)

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