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Haddad acusa Bolsonaro de 'abraçar nazismo'

Declaração marca uma subida de tom na campanha do petista, que aparece 16 pontos atrás do deputado federal na última pesquisa do Datafolha

Haddad acusa Bolsonaro de 'abraçar nazismo'
Notícias ao Minuto Brasil

16:20 - 12/10/18 por Ansa

Política ELEIÇÕES 2018

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, acusou seu adversário no segundo turno, Jair Bolsonaro (PSL), de "abraçar o nazismo".

A declaração marca uma subida de tom na campanha do petista, que aparece 16 pontos atrás do deputado federal na última pesquisa do Datafolha, e chega em meio a uma onda de ataques com supostas motivações políticas pelo país.

A agência de jornalismo investigativo "Pública" contabiliza pelo menos 50 ataques de apoiadores de Bolsonaro em um período de 10 dias, incluindo a morte do mestre de capoeira baiano Romualdo Rosário da Costa, 63, assassinado a facadas após defender o PT.

"Bolsonaro é violência, é bala, é desrespeito. Ele é a representação de tudo o que tem de pior em termos de violência no país. O próprio Bolsonaro declarou em entrevista que, se estivesse na Alemanha dos anos 1930, se alistaria no exército nazista", declarou Haddad em coletiva de imprensa nesta sexta (12).

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O candidato do PT comentava a intimidação sofrida durante sua visita à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na última quinta (11), quando um eleitor de Bolsonaro xingou a Igreja Católica e perseguiu de carro a comitiva de Haddad.

"Vamos separar o que é fake news do que o próprio candidato fala a seu próprio respeito. Cultura da violência, do estupro, da tortura, do nazismo, quem abraça com as próprias palavras é ele próprio", disse.

Também nesta sexta, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) disse estar "profundamente preocupado" com o clima de violência nas eleições brasileiras. Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", o Acnudh cobrou condenações explícitas dos líderes políticos a esse tipo de episódio.

Por sua vez, a Igreja Católica pediu o fim do "mundo de separação" no Brasil, durante a missa pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida, celebrada no santuário dedicado à santa. Bolsonaro, após ter dito que não podia controlar seus seguidores, tomou distância das agressões e afirmou que "dispensa" o voto de quem pratica violência contra adversários.

"A esse tipo de gente, peço que vote nulo ou na oposição por coerência, e que as autoridades tomem as medidas cabíveis, assim como contra caluniadores que tentam nos prejudicar", declarou.(ANSA)

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