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Não há mais espaço para subsídios pesados, diz presidente do BNDES

Para o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, independentemente do candidato ao Palácio do Planalto que vencer as eleições, não haverá espaço para uma reviravolta da política de subsídios

Não há mais espaço para subsídios pesados, diz presidente do BNDES
Notícias ao Minuto Brasil

08:25 - 08/10/18 por Estadao Conteudo

Economia investimentos

À espera de uma retomada de novos investimentos, o BNDES que será entregue ao próximo presidente da República não só diminuiu de tamanho e mudou de perfil como deve se firmar nos próximos anos como o maior formulador de projetos do País. Para o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, independentemente do candidato ao Palácio do Planalto que vencer as eleições, não haverá espaço para uma reviravolta da política de subsídios pesados usando o banco.

"Isso acabou. Não há volta", diz Oliveira ao Estadão/Broadcast em entrevista no seu gabinete em Brasília, onde tem despachado alguns dias da semana. Ex-ministro do Planejamento, Oliveira avalia que a reorientação da política do BNDES, conduzida durante o governo Michel Temer, "veio para ficar" porque é coerente e não há mais espaço no Orçamento do Tesouro Nacional para um retrocesso nessa área e nem mudança na Taxa de Longo Prazo (TLP), que substituiu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) na correção dos empréstimos do banco. Oliveira diz também que o ambiente de taxa de juros mais baixa diminuiu a potência de uso de taxas subsidiadas como ocorreu no passado

"Uma coisa é subsidiar com uma taxa de juros de 15% e aí dar subsídio para baixar para 9%, 7% ou como se chegou a fazer a 2,5%. Outra coisa é fazer com taxa de 6,5%. Vai baixar para zero?", pondera. Segundo ele, um projeto que não é viável com uma taxa de 6,5% precisa ser melhor avaliado.

Símbolo máximo da política de estímulo a grandes empresas com taxas subsidiadas pelo Tesouro que marcou o governo do PT, o BNDES desde 2016 passou por uma recauchutagem com a criação da TLP, a aceleração da devolução dos empréstimos bilionários do Tesouro que bancaram anos de financiamento barato para setores específicos.

Empréstimos

Do pico de 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de desembolsos em 2014, o BNDES deve fechar este ano com 1% em empréstimos. A reorientação também alterou o perfil de empresas financiadas. A previsão é que ao final de 2018 os desembolsos para as micro e pequenas empresas feche em 49% do volume de financiamento do banco e 41% para infraestrutura. No auge, entre 2012 e 2013, o financiamento para as micro e pequenas empresas não passava de 20% e só começou a subir em 2016 com a nova orientação. Esse é o perfil que o banco dever seguir para frente, na avaliação de Oliveira

O presidente do BNDES lembra que antes havia uma concentração de recursos em grandes projetos e aplicações em empresas que tinham acesso ao mercado de capitais e que acabavam fazendo "arbitragem" no mercado com o dinheiro do BNDES: "Pegava o dinheiro barato e aplicava no mercado ganhando com a diferença de mercado."

Projeção

Pelas projeções do banco, a estimativa é de um total de R$ 1 trilhão de investimentos entre 2018 e 2021 - valor que não tinha sido alcançado desde 2014. Ele admite que a baixa demanda, após quatro anos de recessão, é o grande nó do banco. Ele avalia que após as eleições o investimento volta se houver uma agenda econômica que alimente a confiança.

Até o fim do ano, o banco também deve aumentar a venda prevista de ativos de R$ 10 bilhões para R$ 12 bilhões.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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