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Cientistas descobrem forma de detectar HIV 'escondido' nas células

Cientistas norte-americanos descobriram métodos para ‘desmascarar’ o vírus da AIDS escondidos nas células que compõe o corpo humano. Em todo o mundo mais de 38 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus do HIV

Cientistas descobrem forma de detectar HIV 'escondido' nas células
Notícias ao Minuto Brasil

06:50 - 27/01/20 por Notícias Ao Minuto

Lifestyle Aids

Duas pesquisas publicadas no periódico científico Nature, realizadas por investigadores da Universidade da Carolina do Norte (UCN) em Chapel Hill e da Universidade Emory, ambas nos Estados Unidos, e divulgadas pela revista Galileu, descobriram técnicas capazes de reverter a latência de células infectadas pelo vírus do HIV, em níveis tremendamente significativos na corrente sanguínea e em tecidos, com pouca ou nenhuma toxicidade.

Apesar da terapia antirretroviral tradicional ser capaz de atenuar o HIV para índices indetectáveis no sangue, a verdade é que o vírus permanece ‘escondido’ nas células CD4 e linfócitos T. Sendo que o sistema imunológico não o consegue reconhecer, e nenhuma terapia atualmente utilizada é capaz de o detectar.

A grande reviravolta

Os cientistas da Faculdade de Medicina da UCN recorreram a ratos com células imunológicas humanas saudáveis, as ‘preferidas’ do HIV. A inovação científica veio do recurso a um composto chamado AZD5582, que faz com que as células comecem a produzir as proteínas específicas, expondo o vírus.

“Ninguém havia testado até ao momento com sucesso uma molécula de reversão de latência em humanos ou num modelo animal com células humanas”, afirmou J. Victor Garcia, um dos autores do estudo e professor da UCN.

Entretanto a pesquisa realizada na Universidade de Emory, conseguiu igualmente inverter a latência de células infectadas, segundo a revista Galileu. Todavia, utilizando um método alternativo. Os cientistas aplicaram uma combinação de substâncias para bloquear os linfócitos T CD8, diminuindo a ação do vírus e elevando a produção da molécula interleucina, que regula a imunidade do organismo.

Combinados, os trabalhos de ambas as universidades abrem novas portas e possibilidades para a criação de tratamentos que futuramente levem à cura da doença.

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