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'Estava muito gordo', diz Boris Johnson ao lançar campanha

Quando contraiu coronavírus, no final de maio, ele já estava mais perto dos 90 kg, ainda na zona de sobrepeso para seu 1,78 metro

'Estava muito gordo', diz Boris Johnson ao lançar campanha
Notícias ao Minuto Brasil

06:06 - 28/07/20 por Folhapress

Mundo Contra obesidade

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - "Já perdi mais de seis quilos. Estava muito gordo", diz o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, em sua mensagem para incentivar os britânicos a emagrecerem, publicada em sua rede social na manhã desta segunda (27).

O premiê que aparece no vídeo lembra pouco a figura desleixada e esbaforida de quando ultrapassava os 110 kg e era flagrado se exercitando de bermuda florida vermelha e camiseta desbotada azul, em 2017.

Aquele era um Boris Johnson que preocupava os médicos, com um índice de massa corporal de 34,7, no limite dos 35 que separam a obesidade moderada da severa.

Quando contraiu coronavírus, no final de maio, ele já estava mais perto dos 90 kg, ainda na zona de sobrepeso para seu 1,78 metro. A doença, que levou até a uma internação em UTI, foi o primeiro gatilho para sua decisão de emagrecer.

Na época, Boris disse que a proximidade da morte fez com se convencesse de que precisava parar com os exageros noturnos em que consumia grande quantidade de queijo e frios e cuidar melhor da saúde –segundo o governo britânico, quase 8% dos pacientes em estado crítico de Covid-19 internados em UTI são obesos mórbidos (contra 2,9% da população em geral), e o risco de morte cresce com o sobrepeso.

O premiê do vídeo desta segunda não diz quanto marca agora sua balança, mas comemora ter perdido "mais de uma 'stone' (6,35 kg)", o que o deixa perto dos 80 kg, um índice de massa corporal quase normal.

Com os cabelos ajeitados, calça jeans escura, cinto, sapato e camisa branca com ar de ter sido engomada, ele passeia por um gramado com seu principal companheiro na nova rotina: o vira-latas Dilyn. Boris diz que, ao lado do cachorro, começa o dia com uma corrida "bem suave". "Mas estou ficando cada vez mais rápido conforme recupero a forma."

Ele confessa que é uma vítima do efeito sanfona e diz que a nova campanha do governo britânico quer ajudar os cidadãos a emagrecerem "sem ser autoritária nem dar uma de babá". Segundo pesquisa feita em 2018, ao menos um quarto dos britânicos está obeso e mais de 40% em sobrepeso, o que transforma em alvo da investida de saúde quase dois terços (63%) da população.Além disso, um terço das crianças no ensino fundamental está acima do peso.

Além de recrutar Boris e Dilyn como garotos-propaganda, a campanha Saúde Melhor, lançada nesta segunda, vai atacar em várias frentes: proibir anúncios online e na TV (antes das 21h) de alimentos com alto teor de gordura, açúcar e sal, acabar com promoções "compre um e leve dois" de alimentos não saudáveis e obrigar cardápios a informarem a quantidade de "calorias não saudáveis".

Também está em estudo uma nova regra para que bebidas alcoólicas informem, além da porcentagem de álcool, o número de "calorias líquidas ocultas".

No vídeo, Boris afirma que, ao cuidarem da própria forma e condicionamento, as pessoas evitam também sobrecarregar o sistema público de saúde: doenças relacionadas à obesidade custam 6 bilhões de libras (R$ 40 bilhões) por ano aos cofres públicos britânicos.

O principal incentivo, porém, é outro: "A maravilha de dar uma corrida no começo do dia é que depois disso nada pode ser pior. Se você realmente se esforçar logo cedo, o resto do dia será moleza".

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