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Com SP na liderança de matches, Happn espera crescer 35% no Brasil

O Brasil é visto com bons olhos pelo aplicativo de paquera

Com SP na liderança de matches, Happn espera crescer 35% no Brasil
Notícias ao Minuto Brasil

02:43 - 25/11/18 por Folhapress

Tech encontros

Solteiros da cidade de São Paulo são os que mais dão "matches" no Happn em todo o mundo.

Na capital paulista, as chances de encontrar alguém que correspondeu ao seu "coração" no aplicativo de paquera é maior do que em qualquer outra cidade onde é possível instalar o programa.

O Brasil é visto com bons olhos pelo aplicativo de paquera. Para este ano, a empresa estima um crescimento de 35% no país -hoje são 7,5 milhões de usuários.

"O Brasil é definitivamente um dos lugares onde o Happn cresceu e está crescendo ainda mais. É um dos nossos três principais mercados, com a Índia e os Estados Unidos", afirma Didier Rappaport, fundador do app.

Líder no mercado nacional com 59% da fatia de ferramentas de namoro online, a Match Group (dona do Tinder e do ParPerfeito) viu 18% de sua base de usuários crescer desde 2016.

O Brasil é o país com o maior número de usuários dos apps do grupo na América Latina.

Se o brasileiro está nos pódios dos que mais instalam e curtem fotos nesses programas, os usuários não vão muito além do virtual na busca de um par ideal, segundo os dados do Happn.

O país cai para 11º lugar quando o assunto é iniciar uma conversa pelo chat. Perde para a Índia (líder isolada em todas as categorias), a Turquia (2º lugar) e a Argentina (3º lugar).

Impossível de medir pelos algoritmos do app, o número de encontros pessoais deve ser ainda menor. Apesar de raras, depois que engrenam, as conversas são longas.

De acordo com a base do Happn, os brasileiros e os argentinos são os campeões nas trocas de mensagens por dia, quatro, em média, por pessoa.

O aplicativo ainda vê espaço para crescer no país. Comparado ao número total de habitantes, São Paulo tem 17% da sua população no Happn. Em Porto Alegre, esse número pula para 27%.

Belo Horizonte é a cidade com a maior expectativa de expansão: espera-se que o número de usuários cresça 43% em comparação a 2017.

Na lista de potencial de crescimento do Happn, a cidade mineira é seguida por Curitiba (36%), São Paulo (35%), Brasília (32%), Porto Alegre (32%) e Rio de Janeiro (30%).

No ano passado, o crescimento foi de 54%, reflexo do aumento do número de ações de marketing que começaram em 2016. O app chegou às lojas brasileiras da Apple e do Google em 2015.

Neste ano, a empresa fez uma parceria com a Nike para unir os "crushes" (gíria usada para chamar o "paquera" do app) que curtem corrida.

Também fez parcerias com restaurantes, dando descontos para quem marcasse no estabelecimento o primeiro encontro na vida real do talvez futuro casal.

De acordo com Rappaport, as promoções locais devem continuar no próximo ano. "Nossas ações de marketing local são projetadas especificamente para brasileiros", diz.

A grande aposta do Grupo Match para 2019 é aumentar a base de usuários do aplicativo ParPerfeito.

Ao contrário do Tinder, que é gratuito, a mensalidade do ParPerfeito custa entre R$ 21,99 (semestral) e R$ 44,99 (mensal). Durante a Black Friday a empresa reduziu os preços pela metade.

Apesar de pago, o aplicativo recebe 450 mil novos usuários todo mês. A estratégia do grupo para o ParPerfeito é formar casais fixos. Segundo a empresa, 80% dos usuários estão em busca de um relacionamento sério.

O Happn e o Grupo Match, que não divulgam faturamento, deverão ter novo concorrente a partir de janeiro.

O The Inner Circle promete "crushes" mais próximos ao círculo social do usuário. O site do app afirma que "cada perfil é exibido para garantir que você encontre apenas os solteiros mais inspiradores".

Além da proximidade por geolocalização -fator principal para os cruzamentos entre quem usa Happn e Tinder-, o app leva em conta o local de trabalho e escolas que a pessoa frequentou. Há também uma análise das redes sociais.

Membros que são aprovados podem se conhecer virtualmente e participar de eventos reais que o aplicativo realiza em toda a Europa -onde tem 90 mil membros.

Nos países onde já existe, o app é acusado de elitista. "Estamos apenas chegando e já vemos que o Brasil é o mercado que mais cresce. Isso é muito empolgante", afirma o fundador David Vermeulen, um dos criadores do app.

O holandês diz que o conceito de "encontro de qualidade" é algo que atrai todos os solteiros no Brasil.

Segundo Vermeulen, a maioria dos usuários pré-cadastrados ainda é mulher. Com informações da Folhapress.

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