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PM pede prisão preventiva de policiais após vídeo desmentir versão sobre morte

Segundo a PM, as circunstâncias do disparo estão sendo investigadas. Os policiais foram afastados enquanto se aguarda a decisão do Tribunal de Justiça Militar (TJM)

PM pede prisão preventiva de policiais após vídeo desmentir versão sobre morte
Notícias ao Minuto Brasil

04:37 - 14/07/21 por Folhapress

Justiça POLÍCIA-SP

AMERICANA, SP (FOLHAPRESS) - O comando da Polícia Militar do estado de São Paulo pediu a prisão preventiva de três policiais depois de imagens de uma câmera de segurança desmentirem a versão deles sobre a morte de um motorista durante uma intervenção na zona sul da capital paulista.

A versão inicial dos policiais sobre a ocorrência na madrugada de 11 de julho era de que o homem havia sido morto em confronto durante uma tentativa de abordagem, na rua Particular com a rua Canção Popular, no bairro de Jardim Lucélia.

No entanto, imagens obtidas como parte da investigação da Corregedoria mostram outra cena.

"Conforme a materialidade trazida pela investigação da Corregedoria da PMESP, iniciada imediatamente após os fatos, calcada em sistemas eletrônicos de controle e imagens, mostrou que a dinâmica dos fatos foi totalmente diversa da versão apresentada pelos policiais", afirmou a corporação em nota.

No vídeo, é possível ver o momento em que a viatura segue o outro veículo e o faz parar. Três policiais descem da viatura enquanto o motorista, único ocupante do carro de passeio, abre a porta e já aparece caindo -atingido, segundo a PM, por um disparo de tiro.

Os policiais então se aproximam e o colocam para dentro do veículo. Dois policiais voltam para a viatura, enquanto o terceiro assume o volante do carro da vítima, tirando-o do local.

Além de adulterarem a cena da ocorrência, os policiais também informaram falsamente o local da ação, que na verdade aconteceu na rua Antônio Comenale, em Parque Cocaia, área do 27º BPM/M.

Segundo a PM, as circunstâncias do disparo estão sendo investigadas. Os policiais foram afastados enquanto se aguarda a decisão do Tribunal de Justiça Militar (TJM).

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