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Rio de Janeiro tem baixo índice de vacinação contra sarampo e pólio

Meta é imunizar 95% do público-alvo

Rio de Janeiro tem baixo índice de vacinação contra sarampo e pólio
Notícias ao Minuto Brasil

16:22 - 21/08/18 por Notícias Ao Minuto

Brasil saúde

O estado do Rio de Janeiro atingiu cobertura de 33,39% para sarampo e 31,94% para poliomielite, segundo dados preliminares a Secretaria de Saúde após o Dia D de vacinação, ocorrido no último sábado. A meta é imunizar 95% do público-alvo.

No total, já foram aplicadas 259,3 mil doses da vacina contra a pólio e 271 mil doses contra sarampo. O resultado está bem abaixo da meta, que é imunizar 812 mil crianças de um a cinco anos incompletos até o dia 31 deste mês.

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O médico Alexandre Chieppe, da Secretaria de Saúde, diz que o governo ainda espera que o número de imunizações cresça até o fim da campanha. “A gente ainda trabalha com a perspectiva de que esse número possa subir até o encerramento da campanha, com a participação de alguns canais de comunicação, convocando a população a se vacinar”.

No ano passado, a cobertura vacinal contra o sarampo foi 95%; contra a poliomielite, a taxa ficou em 86% em crianças com um ano de idade. Chieppe esclareceu que em 2017 não houve campanha de vacinação, mas apenas a cobertura de primeira e segunda dose das duas doenças em crianças de um ano de idade. “Faz parte do calendário de rotina de vacinação; é uma outra estratégia”.

A Secretaria de Saúde solicitou às secretarias municipais que façam a atualização dos sistemas para que possa ser traçado um cenário real da vacinação contra o sarampo e a poliomielite em todo o território fluminense. Chieppe lembrou que em todo o país, tem se observado dificuldades em atingir a meta de cobertura. “A gente está no meio da campanha, mas já acende o sinal de alerta e, por isso, é necessária uma mobilização para convocar a população”.

Em todo o país, 51% das crianças de 1 ano a menores de 5 anos foram vacinadas contra poliomielite e sarampo após o Dia D de Imunização. 

O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde recomenda, para a proteção contra a poliomielite, três doses da Vacina Inativada Poliomielite até um ano de idade. A partir dessa idade até menores de cinco anos que já tiverem tomado uma ou mais doses da vacina, a recomendação é que tomem a Vacina Oral Poliomielite, conhecida como vacina da gotinha. 

Para o sarampo, essas crianças também deverão receber uma dose da Vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, independente da situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, a vacina contra a poliomielite é segura e protege contra os dois sorotipos do poliovírus 1 e 3. Crianças com comprometimento imunológico devem ser avaliadas antes de tomar a vacina. 

De acordo com o médico da SES, as autoridades do setor de saúde estão bastante preocupadas com o sarampo, porque já ocorreram surtos na Região Norte do país e também no estado do Rio de Janeiro, onde já foram confirmados 18 casos da doença. “Ainda é um número pequeno porque, ao longo dos últimos anos, nós conseguimos atingir uma cobertura vacinal razoável”.

Dos 18 casos de sarampo confirmados este ano no estado do Rio de Janeiro, 15 foram registrados na cidade do Rio, dois em Duque de Caxias, Baixada Fluminense; e um em Niterói, região metropolitana. A Secretaria Estadual de Saúde vem trabalhando em parceria com os municípios, inclusive realizando vacinação de bloqueio, para impedir que novos casos apareçam.

A proteção contra o sarampo faz parte das vacinas Tríplice Viral e Tetra Viral, disponíveis conforme calendário de vacinação do Ministério da Saúde para crianças entre 12 e 15 meses. Devem ser vacinadas as crianças a partir de um ano e 4 anos 11 meses e 29 dias e adultos de até 49 anos que não tenham sido imunizados. Aqueles que tomaram as duas doses da vacina não precisam tomar nova dose, explicou a SES. 

O Brasil está livre da poliomielite desde 1990, mas o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas.  Com informações da Agência Brasil. 

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