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'Legalize Já' aborda amizade entre D2 e Skunk e início do Planet Hemp

O próprio Marcelo D2 ajudou a construir o roteiro com o amigo Johnny Araújo

'Legalize Já' aborda amizade entre D2 e Skunk e início do Planet Hemp
Notícias ao Minuto Brasil

15:33 - 03/10/18 por Folhapress

Cultura cinema

Estreia nos cinemas no dia 18 de outubro o filme "Legalize Já ­ - Amizade Nunca Morre". O longa retrata o início da banda Planet Hemp a partir da história de amizade de Marcelo D2 e de Skunk, morto em 1994.

Ao contrário da maioria dos filmes sobre bandas, o longa não mostra bastidores de shows ou fala das prisões que os músicos sofreram nos anos 1990. Com Renato Góes (Marcelo D2) e Ícaro Silva (Skunk), o filme vem com a missão de mostrar importância que Skunk teve no nascimento de uma das bandas mais importantes daquela década.

O próprio Marcelo D2 ajudou a construir o roteiro com o amigo Johnny Araújo. "Eu dirigi diversos videoclipes da banda, e enquanto comemorávamos prêmios do VMB [Video Music Awards], o Marcelo disse emocionado que vivia um sonho que não era dele. Que tudo aquilo tinha nascido com o Skunk, que infelizmente não estava mais ali", afirma Araujo.

"Em tom de desabafo, ele começou a lembrar que o Skunk era uma cara que ele conheceu do nada e que tinha mudado a vida dele. Por isso, dizemos que esse filme não fala da história de uma banda, muito menos sobre maconha, mas é um filme sobre amor", afirma o diretor Johnny Araújo.

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O longa retrata Marcelo D2 e Skunk vivendo de bicos e sem perspectivas até que os dois se trombam no meio da rua. Na época, D2 não imaginava que poderia ter uma vida diferente de seus dias como camelô. A namorada, Sonia, tinha acabado de engravidar, e ele precisava fazer dinheiro rápido.

Em sessões musicais no quartinho onde Skunk morava, os dois começaram a construir as primeiras letras do que viria a ser as faixas do primeiro disco da banda, "Usuário" (1995). Em cena, Renato Góes e Ícaro Silva aprenderam a cantar, rimar e improvisar. "A gente gravou as músicas para ensaiar e musicalmente estávamos envolvidos, mas essa parte do rap e da rima foi o que mais pegou. O Marcelo faz rap com muita velocidade, então o que está no filme foi o que aconteceu. A gente errava, parava e tentava voltar ao ritmo", conta Ícaro Silva. "É muita palavra em uma linha só", brinca Góes.

Os atores contam que se sentiram realmente apresentados à banda durante a produção do filme. "Lembro que tinham amigos que ouviam escondido o CD e o que eu tenho de memória é muito diferente do que eu acho sobre a banda hoje. Na época, eu ouvia aquelas letras, eu cantava, mas não entendia muito. Hoje eu vejo o quão importante foi eles terem a voz e ter coragem de falar tudo aquilo. Eles lutavam pelos que não tinham no dia a dia. A maconha é o que mais gritava nas músicas, mas isso era apenas uma forma de chamar atenção para outras coisas", define Góes.

ARTE LEGALIZADA

O elenco do longa defende que o título "Legalize Já" dado ao filme levanta diversas discussões, que vão muito além da maconha. "Legalize já é um grito pela legalização pelos direitos humanos e individuais. É você poder amar quem quiser, é poder ir e vir sem ser executado no meio do caminho. Tínhamos a preocupação do filme ficar taxado sobre maconha, porque, na verdade, ele fala sobre muitas outras coisas. Entre elas, a pressão da polícia sobre os mais pobres e a questão do aborto, que é retratada pela minha personagem, afirma a atriz Marina Provenzzano, que interpreta a primeira mulher de Marcelo D2, Sonia.

"Eles estavam naquela situação difícil, e em um momento, ela cogita fazer o aborto em um lugar mais barato. E isso é o que acontece com as mulheres que não têm dinherio suficiente para fazer um aborto seguro", afirma Provenzzano.

A atriz conta que sua personagem é uma mistura das mulheres da vida de D2. "Foi uma mistura das três. A própria Sônia, a Manu e a Camila, com quem ele é casado até hoje. Eu fui a namorada do Marcelo no filme, mas o par romântico desse filme é o Marcelo e o Skunk", afirma a atriz. Com informações da Folhapress.

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