Nota de esclarecimento: imóvel comprado da Santa Casa

De acordo com a compradora, apartamentos não foram adquiridos por R$ 3.400

Brasil SÃO PAULO 02:00 - 19/10/16 POR Notícias Ao Minuto

caso apartamento © Reprodução / Verônica Ramos dos Santos

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caso apartamento

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Em janeiro deste ano, publicamos uma notícia sobre uma mulher ter comprado três apartamentos da Santa Casa de São Paulo por R$ 3.400 cada. A compradora se chama Verônica Ramos dos Santos, que nos escreveu na última terça-feira (18), contestando esse valor e revelando a versão dela sobre o negócio, contrariando as informações do conteúdo que fora publicado aqui.

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De acordo com Verônica Ramos dos Santos, a verdade é que em 2011, ela soube que a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo estava vendendo alguns imóveis de sua propriedade no município de São Vicente. Os imóveis, segundo Verônica, estavam com diversas dívidas, como IPTU atrasados, por exemplo.

Verônica também destaca que possui documentos, como a Ata da Reunião Ordinária da Mesa Administrativa da Santa Casa, que mencionam que a Santa Casa tinha “imóveis praticamente sem nenhum valor no Município de São Vicente”.

O valor de R$ 3.400 por cada imóvel, conforme noticiado aqui, não estão corretos, de acordo com Verônica. Ela conta que fez uma proposta à Santa Casa com base nos valores das execuções fiscais e das dívidas atualizadas dos imóveis, acrescentando ainda uma projeção de gastos com reforma. Sendo assim, a real proposta feita por Verônica para comprar as três propriedades foi de R$ 45.200,00.

A compra dos imóveis foi aprovada pela Santa Casa, segundo Verônica Ramos dos Santos, que possui 68 anos e trabalhou durante 45 anos na instituição.

“Reafirmo que apenas fiz uma proposta para alguns imóveis que estavam à venda e que, reconhecidamente, causavam prejuízos para a Santa Casa. A instituição analisou minha proposta e a aceitou. Não havia qualquer impedimento legal ou administrativo para que eu, como funcionária, adquirisse os imóveis por um valor justo, que atendia às pretensões da instituição proprietária como efetivamente ocorreu”, afirmou Verônica Ramos dos Santos.

 

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