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Longa 'Roma', do mexicano Alfonso Cuarón, vence o Festival de Veneza

Depois do hollywoodiano "Gravidade", que venceu sete prêmios Oscar em 2013, o cineasta mexicano volta a filmar em espanhol

Longa 'Roma', do mexicano Alfonso Cuarón, vence o Festival de Veneza
Notícias ao Minuto Brasil

16:15 - 08/09/18 por FolhaPress

Cultura Prêmio

O longa "Roma" do diretor mexicano Alfonso Cuarón venceu o Leão de Ouro no Festival de Veneza, neste sábado (8). O filme trata de um intenso retrato em preto e branco e muito pessoal do México dos anos 1970. Sem celebridades, trata-se do trabalho mais intimista do cineasta mexicano que se inspira em sua própria família e resulta em um documento emocionante e comovente sobre as diferenças sociais e raciais de seu país.

Depois do hollywoodiano "Gravidade", que venceu sete prêmios Oscar em 2013, o cineasta mexicano volta a filmar em espanhol para narrar a América Latina que conhece, onde contrastes sociais convivem em um universo repleto de sentimentos, reflexões e diferenças culturais que se cruzam e se alimentam.

"Roma" já tinha sido considerado um dos favoritos ao prêmio após receber nota máxima de cinco dos dez críticos internacionais – os outros cinco deram 4,5 (de um avaliação que vai até cinco). Tinha sido levantado a hipótese de que o fato do presidente do júri ser Guillermo del Toro, também mexicano e amigo do cineasta, poderia pesar contra Cuarón. "Aqui julgamos a qualidade das obras, independentemente do país de origem ou do nome do diretor", alertou Del Toro, que ganhou o Leão de Ouro em 2017 com "A Forma da Água".

A vitória de Cuarón relança também o debate sobre a Netflix, que produziu e distribuiu o filme. O prêmio abre caminho para outro Oscar do diretor mexicano.

Cuarón já recebeu também neste sábado (8) o prêmio SIGNIS da Associação Mundial Católica da Comunicação por "Roma". Avaliado por vários críticos italianos como uma "obra-prima", "épico" e "deslumbrante", o filme é dedicado a Libo, a babá do cineasta. Sua personagem, a doméstica de origem indígena Cleo, é interpretada  por Yalitza Aparicio.

"Ela foi minha babá na infância e depois se tornou parte da família, e nós viramos parte de sua família", afirmou o diretor.

Os outros filmes que estavam na competição eram "The Favourite", do grego Yorgos Lanthimos, um filme sobre o poder e as mulheres, baseado em fatos reais, do século 18 na corte da Inglaterra, com três grandes atrizes Emma Stone, Olivia Colman e Rachel Weisz.

Também esteve na disputa o primeiro faroeste do francês Jacques Audiard, uma reflexão sobre a fraternidade com Joaquin Phoenix, John C. Reilly e Jake Gyllenhaal.

O drama cômico "Vida Duplas" do francês Olivier Assayas também estava concorrendo ao prêmio. O filme fala sobre um editor (Guillaume Canet) que enfrenta a novidade dos "e-books".

Outra vencedor latino no sábado (8) foi o documentário sobre a vida do ex-presidente do Uruguai José Mujica, "Pepe, uma Vida Suprema" premiado pelo Conselho Internacional de Cinema e Televisão da Unesco.

O longa é do cineasta Emir Kusturica de "Maradona by Kusturica" (2008). Mujica se tornou, involuntariamente, a estrela do festival de cinema de Veneza, provocando aplausos por sua simplicidade e seu desejo de ser uma referência ética para o mundo depois de sua passagem pelo tapete veneziano. Com informações da Folhapress.

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