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Em livro, jornalista abre o jogo sobre alcoolismo entre famosos

De forma bem-humorada, Barbara Gancia conta fatos de quando sofria com a doença e como largou o vício

Em livro, jornalista abre o jogo sobre alcoolismo entre famosos
Notícias ao Minuto Brasil

15:59 - 29/10/18 por Notícias Ao Minuto

Cultura história de vida

A jornalista Barbara Gancia, de 61 anos, acaba de lançar o livro "A Saideira: Uma dose de esperança depois de anos lutando contra a dependência", da Editora Planeta do Brasil. Na obra, como já diz o título, a ex-colunista do jornal 'Folha de São Paulo' e ex-apresentadora do programa 'Saia Justa', do canal 'GNT', conta, de forma bem-humorada, fatos de quando sofria com a doença e como largou o vício.

Em entrevista à coluna da Mônica Bergamo, na 'Folha de S. Paulo', Barbara cita uma passagem sobre a sua participação como jurada em um concurso de Rei Momo em São Paulo, após ter "tomado todas": "Começou a entrar um gordo, outro gordo e eu só querendo beber. Tentava puxar papo com o [então] prefeito [Mário Covas] e ele virava a cara. Chegou uma hora em que eu pensei: ‘Tô cagando pra essa merda aqui’. Peguei uma caneta Bic, coloquei bem dentro do ouvido do prefeito, levantei e fui embora", relatou.

Quando questionada pela revista 'Marie Claire' por que decidiu publicar o livro neste momento, Barbara afirma que os famosos têm que passar a assumir os seus problemas. "O rei da canção popular, Roberto Carlos, não tem uma perna e não toca nesse assunto. Poderia ajudar um monte de gente, se falasse disso. Mas não. A gente só fica sabendo que alguém é dependente químico quando a pessoa dá piti. Foi assim com o [Walter] Casagrande, o Fábio Assunção, o Felipe Camargo...", explica.

Parece que os famosos não bebem, não usam drogas, já nascem magros. Ninguém toma bola, anfetamina. Ninguém cheira pó. Existe uma enorme hipocrisia nesse meio, porque se você revela suas falhas não é chamada para dar palestra, apresentar festa de debutante. É preconceito mesmo!"

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A jornalista ainda revela que a bebida acabou levando-a a consumir outras drogas:

A bebida é definitivamente minha droga de escolha. Só comecei a usar cocaína quando achei que o álcool não estava fazendo mais efeito. Tinha uma função específica. Mas detesto! Sou hiperaflita, agitada, ansiosa. Cheirar sem tomar nada nunca me passou pela cabeça. Com a maconha só parei porque engorda (risos). Também não bate mais como antigamente – fora que o que a gente hoje compra não é maconha, é bosta de cavalo turbinada."

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Sobre a expectativa no lançamento do livro, Barbara admite sentir "medo" por conta do "pensamento conservador" que tomou conta do país, mas espera servir de exemplo. "Muita gente vai me chamar de louca, de filha da mãe. Mas, de verdade, espero que sirva pra alguém. Se uma pessoa parar de beber porque leu o meu livro, estou feliz", concluiu.

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