Meteorologia

  • 16 DEZEMBRO 2018
Tempo
15º
MIN 15º MÁX 15º

Edição

'O Trabalho vai continuar com status de ministério', afirma Bolsonaro

Presidente eleito explicou, no entanto, que estrutura será absorvida por outra pasta: "É igual o Ministério da Indústria e Comércio, é tudo junto, está certo?"

'O Trabalho vai continuar com status de ministério', afirma Bolsonaro
Notícias ao Minuto Brasil

17:15 - 13/11/18 por Notícias Ao Minuto

Política Recuo

Durante visita ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), o presidente eleito, Jair Bolsonaro, esclareceu hoje (13) que a estrutura do Ministério do Trabalho será absorvida por outra pasta, mas que a pasta manterá o status de ministério.

"O Trabalho vai continuar com status de ministério. Não vai ser secretaria, não", afirmou, de acordo com o portal G1.

Sem detalhar o que pretende fazer, Bolsonaro indicou que a pasta do Trabalho pode ser fundida à Indústria e Comércio, que será agregado ao Ministério da Economia.

“Vai ficar junto com outra pasta”, disse o presidente eleito, em meio ao tumulto causado pela sua visita no tribunal. "Vai ser ministério disso, disso e Trabalho. É igual o Ministério da Indústria e Comércio, é tudo junto, está certo? O que vale é o status", completou.

Na semana passada, o presidente eleito havia dito que pasta do Trabalho perderia status ministerial e seria incorporada a algum ministério. O anúncio gerou repercussão negativa, inclusive entre os servidores do órgão, que protestaram dando um abraço simbólico no prédio onde funciona a pasta.

Ele voltou a dizer que pretende reduzir o número de ministérios de 29 para 17, podendo chegar a 18. Antes de ser eleito, falava em 15. "Se tiver que aumentar mais um ou dois, que aumente. A gente não pode é prejudicar administrar da nação por fixar o número 15. Está em 17, e talvez seja 18", disse.

Legislação trabalhista

Em um breve discurso no TST, Bolsonaro reiterou que o país deve ser administrado de forma conjunta e sinalizou que defende mudanças na legislação trabalhista para promover geração de empregos. Segundo ele, o desemprego é um “problema seríssimo”. As informações são da Agência Brasil.

“Sozinho, nada conseguiremos. O Brasil enfrenta um problema seríssimo, o desemprego. E o que nós pudermos, em conjunto, aperfeiçoarmos a legislação e que esse impasse seja resolvido, vossa excelência pode contar comigo e eu tenho certeza que conto com vossa excelência também”, disse ao presidente do TST, João Batista Brito Pereira.

O presidente eleito acrescentou que não pretende fazer mudanças sem consultar antes a Constituição. Segundo ele, é preciso deixar o “espírito aguerrido” das eleições e buscar soluções para o Brasil.

“Quem primeiro deve dar o passo de pacificação somos nós para que não tenhamos problema lá na frente com outros tribunais. Os senhores são importantíssimos nessa questão trabalhista e nós pretendemos aprofundar esse laço de amizade”, disse.

Bolsonaro recebeu um catálogo sobre os 70 anos do TST e conversou em particular no gabinete com o presidente do tribunal, João Batista Brito Pereira. Segundo o magistrado, na conversa não foi mencionada a possibilidade de extinção do Ministério do Trabalho.

Pereira disse ainda que acredita que o governo de Bolsonaro não vai desrespeitar os trabalhadores. “Nós confiamos que o presidente Bolsonaro está muito seguro de que não fará mal aos trabalhadores e à administração pública de uma forma geral.”

O presidente do tribunal disse ainda que, com o tempo, a reforma trabalhista será melhor assimilada pelos magistrados, especialistas e pela sociedade.

“A nossa preocupação é exercer bem a magistratura, julgar bem dentro dessas questões que estão aí nas novidades que vieram na reforma. Me parece que é uma boa reforma, porque trouxe inclusive novidades, e a novidade, às vezes, assusta num primeiro momento.”

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe o nosso aplicativo gratuito.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório