Meteorologia

  • 19 AGOSTO 2022
Tempo
--º
MIN --º MÁX --º

Edição

Após onda de protestos na França, descontentamento com Macron vai a 75%

Nos últimos meses, os protestos antiausteridade dos chamados coletes amarelos causaram desgaste

Após onda de protestos na França, descontentamento com Macron vai a 75%
Notícias ao Minuto Brasil

19:35 - 04/01/19 por Folhapress

Mundo coletes amarelos

DANIEL AVELAR - SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A impopularidade do presidente francês, Emmanuel Macron, subiu para 75%, revelou pesquisa de opinião realizada pelos institutos Odexa e Dentsu Consulting, publicada na quinta-feira (3) pelo jornal Le Figaro e pelo site Franceinfo.

No levantamento anterior, realizado em abril, 59% dos franceses se diziam insatisfeitos com o governo.

+ Grupo de Lima não reconhecerá governo de Maduro se assumir novo mandato

Nos últimos meses, os protestos antiausteridade dos chamados coletes amarelos causaram desgaste para Macron, que se viu forçado a recuar em um projeto de aumento de impostos sobre combustíveis.

Além disso, o líder francês lida com um escândalo envolvendo um ex-segurança, que foi filmado agredindo manifestantes nos protestos de 1º de maio e demitido posteriormente.

Segundo a pesquisa, a popularidade de Macron caiu tanto entre habitantes de zonas rurais e pequenas cidades, berço do movimento dos coletes amarelos, quanto nas grandes cidades.

Ainda assim, entre os simpatizantes do partido de Macron, a República Em Marcha!, 86% se dizem satisfeitos com o governo.

TESTE DE FOGO PARA A UE

Novato em eleições, Macron chegou à Presidência em maio de 2017 após conquistar 66% dos votos, derrotando Marine Le Pen, da ultranacionalista Reunião Nacional (chamada na época de Frente Nacional). Desde então, ele vem gradualmente perdendo popularidade.

Ex-banqueiro, Macron é visto como retaguarda do projeto liberal da União Europeia (UE), diante da perda de espaço dos partidos sociais-democratas tradicionais e do avanço de legendas ultraconservadoras e eurocéticas pelo continente.

O próximo teste de resistência da UE se dará em maio, quando deverão ocorrer as próximas eleições para o Parlamento Europeu. Um avanço de agremiações populistas no pleito pode representar um novo choque para o bloco regional. Com informações da Folhapress.

Campo obrigatório