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Oficial da Marinha é preso acusado de injúria racial no Ibirapuera

Joanesson Stahlschmidt xingou de "preto de merda", Jagner Macedo Santos, 33, durante uma discussão

Oficial da Marinha é preso acusado de injúria racial no Ibirapuera
Notícias ao Minuto Brasil

06:15 - 05/09/22 por Folhapress

Justiça Racismo

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O capitão-tenente da Marinha Joanesson Stahlschmidt, 36, foi preso em flagrante na tarde de sexta-feira (02) acusado de cometer o crime de injúria racial contra um professor de skate, no Parque do Ibirapuera, zona sul da capital. Ele xingou de "preto de merda", Jagner Macedo Santos, 33, durante uma discussão.

Frequentadores do parque filmaram o momento em que o oficial da Marinha xingou Jagner. Logo depois, ele tentou fugir mas foi cercado por um grupo de pessoas que tentaram agredi-lo. E Santos, mesmo depois de ter sido ofendido, procurou proteger Stahlschmidt.

A confusão começou quando o oficial da Marinha que andava de bicicleta passou próximo a um grupo de skatistas. Eles falaram que ali não era local de bicicleta. E começou o bate-boca. "Eu só fui orientar o cara e ele já veio se identificando como policial e depois me ofendeu me chamando de 'preto de merda'", disse Santos.

O capitão-tenente desceu da bicicleta. A discussão continuou até que ele subiu na bicicleta e começou a pedalar. Foi nessa hora que as testemunhas gravaram o xingamento. Stahlschmidt se vira para Santos e diz duas vezes: "preto de merda".

O militar tentou fugir, mas foi contido por outros frequentadores. E houve nova confusão. Nesse momento, chegaram os seguranças do parque que pediram apoio a uma equipe da GCM (Guarda Civil Metropolitana).

Santos e Stahlschmidt foram levados para o 27.º Distrito Policial (Ibirapuera), onde prestaram depoimento.

Segundo a assessoria de imprensa da SSP (Secretaria de Segurança Pública), o oficial foi preso em flagrante por injúria racial e entregue a uma equipe da Marinha. E a autoridade policial também expediu um ofício ao Comando do 8º Distrito Naval determinando a apresentação do preso à Justiça, para realização da audiência de custódia.

"Eu não tenho raiva dele, mas se ele fez isso no calor da emoção, agora ele vai ter que responder", disse Santos.

A reportagem não conseguiu localizar o advogado de Stahlschmidt. Caso a defesa queira se manifestar, a matéria será atualizada.

"Ele foi orientar, o militar não gostou da orientação dele (Santos) e começaram a discutir. E na hora ele pensou que poderia fugir do local. Ele acabou xingando o meu cliente duas vezes de 'preto de merda'. Isso é inadmissível, ainda mais sendo um capitão-tenente da Marinha", disse o advogado da vítima, Luciano Santoro.

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